A 45ª edição do Dakar foi tão interessante quanto dura nos primeiros dias, e como sempre com muita polémica à mistura. Ao longo dos anos, a ASO e a FIA sempre tentaram equilibrar os andamentos, porque o que lhes interessa verdadeiramente é que a prova seja o mais interessante possível, porque isso suscita interesse na imprensa que consequentemente dirige para lá a sua atenção.
Mas como sempre e isso é algo que nunca mudará, muitos entendem que a ASO e a FIA estão a ajudar esta ou aquela marca, quando o que eles querem, sempre é ajudar-se a si próprios.
Desta feita a polémica rebentou com os 8kW ou 11cv, dados a mais aos Audi, caiu o Carmo e a Trindade, mas quem tem memória sabe que no passado foram outras as equipas beneficiadas, e isto tem sido transversal, porque a ASO e a FIA achavam que isso iria beneficiar a corrida. Nada de novo, portanto.
Quis o destino que os 8kW ou 11cv viessem ‘amaldiçoados’ e a verdade é que depois disso os Audi afundaram-se num poço bem fundo, espelhando o que lhes aconteceu em 2022 na estreia. Tendo em conta que desta vez Sébastien Loeb, o único BRX Hunter com capacidade de dar luta às fiáveis e rápidas Toyota, desta feita nem isso o francês conseguiu ao perder cerca de hora e meia, portanto o resultado disto tudo é que Nasser al Attiyah está só no primeiro lugar com mais de uma hora de avanço…para já para três outras Toyota.












