Dakar 2021: Portugueses nas quatro rodas

Por a 30 Dezembro 2020 11:29

Afinal, é maior o contingente português no Dakar do que estava previsto à partida. Duas trocas de navegador de última hora levaram mais dois navegadores lusos, aumentando o contingente luso das quatro rodas, para 13…

Está muito longe de ser o maior contingente português no Dakar, mas ainda assim Portugal volta a ter um plantel interessante na grande maratona. O destaque vai novamente para a presença de Ricardo Porém/Jorge Monteiro com a equipa oficial da Borgward, reeditando-se a dupla do Dakar 2019, quando o piloto de Leiria se estreou no Dakar com um SSV. Porém disputar o Dakar pela terceira vez, depois de no ano passado se ter estreado com a Borgward. Com a aprendizagem do Dakar 2020, a Borgward vai mais bem preparada, e apesar de não ser fácil, um top 10 é possível: “a equipa está melhor preparada, adquiriu mais conhecimento e isso deixa-me bastante confiante. O objetivo é poupar o carro, navegar bem para chegar ao final”, disse Porém, que foi 11º dos SSV em 2019, abandonando o ano passado, já com a Borgward.

Beneditkas Vanagas e Filipe Palmeiro fizeram o ano passado uma dupla de última hora, mas as coisas correram tão bem que Vanagas manteve Palmeiro a seu lado. Agora o objetivo é chegar ao top 10, já que Vanagas foi 11º em 2019. Quanto a Palmeiro, foi oitavo em 2019 ao lado de Boris Garafulic, uma posição que será difícil melhor.

Vaidotas Zala foi este ano buscar o navegador que o ano passado navegou… Stéphane Peterhansel: Paulo Fiúza. Zala vai para o seu sexto Dakar, e o ano passado surpreendeu tudo e todos ao vencer a primeira etapa. Em 2019 terminou em 12º mas o ano passado as coisas acabaram por correr mal e foi apenas 26º A ideia este ano é fazer melhor que em 2019, e para Fiúza, que detém o recorde da melhor classificação de sempre de um português nas quatro rodas, no Dakar, deverá ser quase impossível fazer melhor que terceiro.

Nos autos, uma troca de última hora, ligou mais um lituano a um português. Gintas Petrus e José Marques (Optimus/Petrus Kombucha Team) são uma nova dupla, com os lituanos a confiarem nos seus pares lusos para lhes mostrarem o bom caminho no Dakar. Para Zé Marques, nos últimos anos tem feito o Africa Race, desta feita regressa ao Dakar. Super-experiente, a maior novidade para si será o Buggy Optimus que Gintas Petrus vai guiar. José Marques já navegou T1 de topo, quer seja o Mini ou a Toyota Hilux, mas um buggy é uma novidade.

Com o #442, nos SSV correm Lourenço Rosa/Joaquim Dias. O piloto tem disputado o CNTT nos SSV, nos últimos anos, isto depois de ter competido no TT e nas pistas, mas este ano cumpre o sonho de disputar o Dakar, onde será ‘rookie’. Compete num Can Am SSV, e o objetivo principal é chegar ao fim: “Tinha este sonho de fazer um Dakar, e este ano surgiu a oportunidade. Vou na estrutura oficial da Can Am (South Racing) e quero terminar este enorme desafio. Se conseguir um Top 10 ainda melhor” começou por dizer Lourenço Rosa, que esteve recentemente na Arábia Saudita a adaptar-se ao terreno: “O Can Am acaba por ser um carro fácil de guiar, é bom para transpor as dunas, achei muito engraçado nesta prova do Hail, em que marquei presença. Julgo que o ritmo na classe vai ser elevado, é o ritmo duma Baja em Portugal, mas nós temos que ir com alguma prudência, para acabar a prova pois os carros são frágeis e acabam por partir muito”, disse Lourenço Rosa, que vai com um Can Am com vidro, uma novidade para este ano: “É bom a vários níveis, a areia que não entra, o frio de manhã nas ligações”, disse.

Rui Carneiro foi o vencedor do Road to Dakar Challenge e vai ao Dakar nos SSV e leva ao lado Filipe Serra, Navegador Campeão Nacional de TT de 2016. A dupla participa num MMP CAN AM T4, e o piloto, depois de conquistar o terceiro lugar nos SSV no Rali da Andaluzia logo atrás dos pilotos oficiais da fábrica Can Am Aron Domzala e Gerard Farres, obteve o wild card que validou a participação no Dakar do piloto de Vila Nova de Famalicão: “Há 2 anos comprei Can Am, fiz uma prova, correu bem, gostei logo. Recentemente fomos ao Dubai testar nas dunas, coisa que eu não sabia fazer, e agora o objetivo é ir andando dia a dia e depois de char ao dia de descanso acalmar um pouco para chegar ao fim. Tenho falado muito com o Paulo Marques, que me tem dado conselhos de como encarar a prova. Sei que se chegar ao fim, faço um bom resultado”, disse.

Por fim nos Camiões e como quase sempre sucede, já portugueses entre os navegadores e mecânicos. Desta feita, no Camião #521 está o português Nuno Fojo, da Marinha Grande, na assistência aos Polaris, ao lado dos espanhóis Alberto Herrero e Juan Carlos Macho. Nuno Fojo é responsável da Polaris no Brasil, onde vive há muitos anos.

No Camião #524 de Javier Jacoste/Francesc Ester Fernandez está ainda José Rosa Oliveira. No #542 o piloto é José Martins e tem a seu lado Jean François Cazeres e Jerôme Naquart. Por fim, no camião #547 estão Jordi Ginesta/Marc Dardaillon e o português Armando Loureiro.

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