O tetra vencedor do Rali Dakar, Carlos Sainz, começou a edição de 2026 com uma certeza: a competição promete ser mais renhida do que nunca. Agora com a Ford Performance, o espanhol acredita que tanto a sua equipa como os rivais mais diretos — Dacia Sandriders e Toyota Gazoo Racing — apresentam níveis de desempenho muito próximos: “Os Dacia já estavam fortes no ano passado. Este ano, tanto eles como nós e a Toyota melhoramos. Está tudo muito, muito equilibrado — já se viu isso em Marrocos. Penso que, no mínimo, doze pilotos podem vencer o rali”, afirmou Sainz.
Rivalidade histórica entre campeões
O equilíbrio vai além das pistas. As formações da Ford e da Dacia exibem um palmarés idêntico de títulos, – não da equipa, claro, mas dos seus pilotos – graças aos cinco triunfos combinados entre Carlos Sainz e Nani Roma, número igual ao das vitórias individuais de Nasser Al‑Attiyah.
Em 2025, a Ford encerrou o Dakar em alta, com Mattias Ekström a subir ao pódio na 3.ª posição, logo à frente de Al‑Attiyah, enquanto Sainz abandonava prematuramente devido a problemas mecânicos. Este ano, o madrileno procura redimir-se e colocar o Ford Raptor T1+ novamente na luta pelo título.
Nani Roma apela à prudência
O compatriota e colega de equipa Nani Roma, também bicampeão do Dakar, preferiu sublinhar a natureza imprevisível da prova: “Lembro-me de que, em 2015, quando defendia o título, tive de abandonar após apenas três quilómetros devido a avaria do motor. A experiência ensina-nos a manter a calma e a desconfiar das previsões”, lembrou Roma.
Competição de alto nível espera-se nas próximas etapas
Com três construtores de topo — Ford, Dacia e Toyota — em condições semelhantes e uma geração de pilotos de elite no arranque, o Dakar 2026 promete uma das edições mais competitivas da última década, onde a confiabilidade e a estratégia poderão pesar mais do que a velocidade bruta.
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