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“Orgulho imenso”: Nuno Matos revisita 30 anos de carreira no todo-o-terreno, 10 do título nacional

José Luis Abreu by José Luis Abreu
30 Março, 2026
in CPTT, Destaque Homepage, Newsletter, TT
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Nuno Matos revisita 30 anos entre a Baja de Portalegre e o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno.

Trinta anos depois da estreia na Baja de Portalegre, Nuno Matos continua a ocupar um lugar singular no todo-o-terreno português. Entre memórias de um arranque improvável, títulos nacionais, vitórias marcantes e projetos distintos ao longo de três décadas, o piloto de Portalegre revisita um percurso feito de paixão, resistência e adaptação, numa altura em que assinala uma época especialmente simbólica da carreira.

AutoSport: Nuno Matos, 30 anos de carreira. Parece que ainda estou a ver aquela foto de Portalegre com imensos carros no meio da lama e tu, Nuno Matos, a sair de lá com o teu carro atolado, um jovem com menos 30 anos. Conta-nos como tem sido este percurso. E o que sentes 30 anos depois, pronto para mais 30?
Nuno Matos: “Pronto para mais 30 não tenho tanta certeza, (risos) mas faremos o que pudermos…
Acima de tudo, sinto um orgulho imenso, uma felicidade imensa pelo privilégio que tenho tido ao longo destes 30 anos.
Sou um apaixonado, sou um filho de Portalegre e da Baja de Portalegre, portanto, fui contaminado em miúdo a ir ver a primeira Baja de Portalegre. Depois, consegui participar na 10.ª, que foi em 1997, um ano atípico em que a prova foi muito encurtada, um ano dos anos mais carismáticos da Baja de Portalegre e que essa fotografia a que te referes faz parte do prólogo em que foi uma coisa, tipo um cenário dantesco, em que ficaram quase todos os carros e que há também umas imagens muito célebres do Santos Godinho com o seu Proto a flutuar por aquela lama de Portalegre.
Foi um ano que também o Santinho Mendes celebrou o título de campeão, o José Mendes fez com o Opel Corsa segundo ou terceiro, portanto, foi um ano que acabaram para aí 10 carros e a prova teve 100 e qualquer coisa quilómetros, porque as coisas estavam mesmo muito complicadas.
Falando de mim, sim, foi o primeiro ano. Eu comecei nos primeiros quatro anos como copiloto do meu irmão Pedro no Troféu Terrano II. Nós éramos a A. Matoscar, na altura ainda com a denominação Lubripor, concessionária da Nissan em Portalegre. Eu tinha acabado de completar os meus 18 aninhos e fomos, e fui, como copiloto do mano.
Depois, a verdade é que, durante alguns anos, acabei por fazer apenas a Baja Portalegre, até que, em 2001, faço a minha primeira Baja de Portalegre ao volante, porque a minha carreira é fruto de uma série de acasos e de coincidências engraçadas, mas, basicamente, o meu irmão não pôde correr. Já estávamos inscritos, o carro estava pronto e o meu irmão disse: “Pá, tu gostas tanto” – porque eu tinha Jeep, participava muito em passeios, tinha uma grande paixão por isto – “vai tu”.
Pronto, e a verdade é que a partir daí ele já não voltou a ir e passei a assumir o volante e pronto. E, durante alguns anos, até 2007, fiz exclusivamente a Baja de Portalegre, com amigos que me ajudavam a computar o orçamento necessário. Eu tinha começado a trabalhar há muito pouco tempo. E pronto, em 2007 as coisas depois começaram a ficar um bocadinho mais sérias, passei a discutir então os campeonatos já a tempo inteiro.”

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AS: Foi uma transição e depois como é que foi tudo? Começaste a fazer campeonatos, pelas categorias?
NM: “Sim, em 2007 faço nesse mesmo carro, um velhinho Terrano de Troféu, o campeonato completo, também fruto, mais uma vez, de alguns acasos, porque a A. Matos Car tinha acabado de ir para Évora e, na altura, o Zé Prego da prova de Reguengos pediu-lhe ali mais uns apoios e ele disse: “OK, tudo bem, mais uns apoios, mas olha, tenho lá um carro velho do meu irmão, vai correr no carro”. E o Zé Prego disse que sim e eu fui.

Correu bem. Na altura éramos 18 ou 19 T8, portanto, era uma categoria que tinha muita competitividade e acho que fiz essa primeira prova, segundo ou terceiro. O carro tinha algumas limitações e, a partir daí, sim, comecei. Tinha que tentar continuar e com muito poucos recursos. Logo no primeiro ano, fui campeão pela primeira vez, no primeiro ano que fiz o campeonato, mas não ganhei nenhuma corrida, porque, lá está, o campeonato era bastante competitivo e este carro era muito limitado.

Eh, depois, em 2008, já com um carro melhor, na mesma um Terrano II, mas já de motorização diesel, um carro mais bem feito e mais bem pensado. Aí sim, já fomos novamente campeões, mas já ganhando cinco, salvo erro, provas das oito que existiam na altura. Em 2009 passamos para o T2. Volto a ser campeão nacional de T2, na altura com a D-MAX.

E em 2010 foi também um dos anos mais bonitos da minha carreira, em que fiz a Taça FIA de Bajas, e voltamos a vencer. Nessa altura, quatro anos, quatro campeonatos e ainda achei que era mesmo um grande piloto! (risos).
Mas pronto, as coisas correram realmente muito, muito bem. Fui campeão da Taça FIA de Bajas com essa mesma D-MAX.

Em 2011 arrancamos com o projeto do Astra Proto, no qual, no primeiro ano, foi um carro que teve muitos problemas de fiabilidade, mas, nesse primeiro ano em Idanha, ganho a minha primeira prova à geral. Em 2011, portanto, é uma prova também um marco muito importante para mim, porque, obviamente, ganhar pela primeira vez à geral foi espetacular.

2012 voltamos a ganhar em Oleiros. Em 2013 arrancamos com o projeto Opel Mokka Proto, que depois foi o carro com que andei mais anos e que me acompanhou mais, mas, lá está também aí, os primeiros anos foram extremamente difíceis, mas, em 2015, já somos vice-campeões com o Miguel Barbosa a discutir a última prova em Portalegre, quem ganhasse era campeão. Em 2016 entramos no mesmo cenário, desta feita com o João Ramos e o Hélder Oliveira. E aí sim, a sorte sorriu-me, felizmente consegui ser campeão em Portalegre, nos últimos quilómetros, uma prova absolutamente dramática, que, lá está, faz este ano 10 anos.

AS: Ainda me lembro do que choraste no fim dessa prova…
NM: Eu e os meus, ainda hoje, ao olhar para trás, apesar de passarem 10 anos, ainda mexe comigo, porque, obviamente, nessa altura, mais do que também por mim – nós fazemos as coisas por nós também –, acho que, nessa altura, toda a região, a minha família, as pessoas, empurraram-nos muito e chegar ao fim, basta alguma tensão e queríamos muito que aquilo pudesse acontecer e ver o que aconteceu, foi realmente inesquecível e pronto, lá está.

10 anos depois desse momento. Depois, em 2017, fiz o Desert Maroc Challenge, que era uma coisa que eu também queria fazer. Não dava para fazer o Dakar, mas deu para experimentar um bocadinho aquilo que foi o deserto.

Depois arrancamos com o projeto da Fiat, onde vencemos também uma vez, em Idanha, em 2019, e foi essa a minha última vitória à geral e arrancamos depois, em 2023, com o projeto da Amarok Proto, onde estou, e que tem sido extraordinariamente difícil, desafiante, mas estamos. E, entretanto, as coisas também em termos de campeonato evoluíram, não temos conseguido estar onde eu gostava de estar, mas estamos num trabalho e a começar uma de comemoração para mim, por estas efemérides todas que se juntam nesta altura, neste ano em específico, mas também acredito pelo trabalho que temos vindo a desenvolver. Como tenho dito, mais vale torcer do que partir e estamos nesse registo e havemos de conseguir, em nome de muitas pessoas, entre as quais também do seu criador, o Fernando Santos, que partiu há cerca de 1 ano, conseguir pôr aquele carro a terminar corridas, mesmo que hoje já não seja possível discutir os campeonatos, porque os budgets necessários e também muito a qualidade dos pilotos que temos no nosso campeonato hoje, e a fase das nossas vidas, claro.

Neste momento, acima de tudo, quero aproveitar, divertir-me, desfrutar disto pelo qual tenho uma paixão gigante, continuo a divertir-me, continuo muito a gostar de estar com a equipa e com todas as pessoas e que este circo mediático se cria à volta do todo-o-terreno. Somos muitos amigos, existe um ambiente muito bom e, se conseguir lutar pelo top 10, já ficarei muito satisfeito.”

AS: Tens consciência que a qualidade do campeonato tem vindo a subir nos últimos anos?
NM: “Eu tenho consciência, acima de tudo, que o nosso campeonato sempre foi absolutamente fantástico, não é de agora. Já é, felizmente, há muito tempo. Aquilo que sei e que sinto é que, felizmente também – e eu acredito nisso – os SSV acabaram por trazer uma série de pilotos que dificilmente, se não fosse assim, não estariam hoje no nosso campeonato.

Portanto, jovens, mais pessoas, maior número de pilotos e hoje, apesar de nas T1+ ser muito mais difícil para qualquer piloto, nos SSV, seja nos T4, agora nos T3, continua-se a gastar muito dinheiro e a ter budgets elevados, mas é possível chegar lá.

E isso trouxe uma fornada de gente com muito talento e que se dedica e que tem uma paixão que, neste momento particular da minha vida, eu não consigo. Mas vivo bem com isso, de uma forma super tranquila.

Eu, acima de tudo, quero-me divertir. Acho que ainda consigo fazer algumas coisas e, acima de tudo, consigo divertir-me. E pronto, e é isso. Tenho a noção que o nosso campeonato é hoje extraordinariamente competitivo, mas também não acho que no passado não o tenha sido, bem pelo contrário. Acho que o nosso campeonato sempre foi, desde há muitos anos, um dos melhores, o melhor campeonato e hoje é como era no passado.”

Tags: Nuno Matos
José Luis Abreu

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