Clube organizador da Baja Portalegre 500, o Automóvel Club de Portugal está a investigar a possibilidade de terem sido realizados reconhecimentos ilegais ao percurso da prova alentejana por parte de alguns concorrentes.
Durante o desenrolar do evento e após o fim da 30.ª edição da prova, ganha pela dupla Ricardo Porém/Filipe Palmeiro, um conjunto de pilotos denunciaram a situação, incluindo o atual vice-campeão nacional João Ramos, com o presidente do ACP, Carlos Barbosa, a revelar ao AutoSport que a organização que lidera está já a seguir “uma série de pistas” sobre o tema, incluindo a troca de correspondência eletrónica entre “pilotos de topo”:
“Quando foi agora o Portalegre recebemos uma série de queixas, do João Ramos a outras pessoas, de que havia muita gente que tinha treinado. Posso dizer-lhe que estamos a averiguar essa situação e a seguir uma série de pistas, e que já vimos inclusivamente emails que saíram de pilotos de topo para motards de topo com o percurso todo. Estamos a ver a origem de tudo isto e a investigar, e em breve daremos notícias”.
Para Carlos Barbosa, esta é uma situação “extremamente preocupante”:
“É uma situação completamente anti-desportiva. Não faz qualquer sentido. As provas do campeonato do mundo dizem claramente que o percurso é secreto e estamos já a ver a fonte de onde saiu esta informação. No fundo foram meia dúzia de pessoas que a apanharam e que a deram a dez ou quinze pilotos, quer de motos, quer de carros. Portanto, além de ser extremamente preocupante, considero que estar a treinar uma prova em que se sabe de antemão que não se pode treinar, e em condições de desigualdade perante todos os concorrentes, é uma atitude do mais reles e do mais anti-desportivo que há”, concluiu.
André Bettencourt Rodrigues









