“Percebe-se que existe uma grande curiosidade e expectativa em volta de toda a equipa, quer da parte do muito público aqui presente, quer da parte dos jornalistas estrangeiros, que nos colocam entre os principais outsiders desta edição. Acima de tudo, é fantástico voltar a viver estes momentos e poder reencontrar muitos amigos que já não via há quase dois anos”, afirma o piloto português neste seu regresso à América do Sul e à prova que já disputou por 12 ocasiões, a últimas das quais em 2010.
“Apesar do ambiente ser bastante festivo, nota-se que não há tanta confusão como havia há dois anos em Buenos Aires, onde terão estado mais de 500 mil pessoas na rua a assistir à partida. De qualquer forma, já se sente aquela atmosfera própria do Dakar, com toda a gente a pedir-nos autógrafos e a querer tirar uma foto connosco ao lado do carro”, prossegue Carlos Sousa, num dia que terminou com a tradicional cerimónia de apresentação ao público, com a passagem de cada um dos 465 veículos inscritos (171 carros, 185 motos, 76 camiões e 33 quads) pelo pódio da partida.
“Costumo sempre dizer que este é o ‘dia zero’ do rali, já que após passarmos simbolicamente pelo pódio de partida e colocarmos o carro em Parque Fechado, entramos finalmente em ‘modo Dakar’. A partir daqui e ao longo dos próximos 15 dias, começam as verdadeiras dificuldades e instala-se uma espécie de nervoso miudinho entre todos os participantes”, afirmou ainda.
“A expectativa geral é que vai ser uma edição bastante dura, talvez das mais duras de sempre aqui na América do Sul, com as principais dificuldades a estarem reservadas sobretudo para a segunda metade de prova, algo que me parece bastante positivo, pois terei tempo de adaptar-me ao carro e ganhar algum ritmo competitivo nos primeiros dias, a começar já pela etapa de amanhã”, como admite Carlos Sousa, que encarará este primeiro dia “quase como de um shakedown se tratasse”.












