Carlos Sousa e todos os restantes concorrentes do Dakar tiveram hoje um inesperado dia de descanso, já que a organização optou por anular a etapa de hoje devido ao mau tempo. Por isso, o piloto português da Great Wall Motors aproveitou para fazer um balanço do primeiro terço da prova. O sétimo lugar que ocupa, sendo também o melhor português entre os automóveis, deixa, para já, o piloto satisfeito:
“Claro que queríamos mais, mas temos que ser realistas e dizer que este é o melhor resultado possível nesta altura, face à experiência da equipa e ao material que temos disponível”, começa por dizer Carlos Sousa à entrada da prova no Chile, reconhecendo que faltaram mais testes à Great Wall nesta sua estreia com o SUV Haval no Dakar: “O carro é competitivo e tem-nos permitido andar dentro do Top10 de forma regular, mas para ir mais além teriam sido necessários mais testes e provavelmente termos feito pelo menos uma prova, como chegou a estar previsto. Contudo, tal não foi possível devido ao calendário apertado e às distâncias que estão em causa. Trata-se de uma marca chinesa, assistida por uma equipa europeia a disputar uma prova na América do Sul e é a primeira vez que utiliza este carro em competição”, refere, para explicar que tem havido alguns problemas relacionados sobretudo com a afinação do SUV Haval, “O carro é excelente e tem demonstrado condições para disputar o Dakar, contudo tem havido uma grande dificuldade em encontrar as afinações mais adequadas a cada etapa, por nítida falta de testes”.












