“É um prazer estar de volta e perceber, desde logo, que o campeonato português está a gerar renovado interesse. A lista de inscritos desta primeira prova é, aliás, ilustrativa disso mesmo, no que constitui um ótimo prenúncio para o resto da temporada. Num momento tão difícil, é justo enaltecer o esforço de todos os concorrentes, pois acredito que a maioria preparou este campeonato com muito esforço e limitações, por força da paixão que todos partilhamos pelos automóveis e pelas corridas”, destaca Carlos Sousa, fazendo votos para que este renovado fulgor pela modalidade possa igualmente “atrair cada vez mais pessoas às provas”.
Quebrando o longo interregno nas competições, Sousa colocou hoje novamente o capacete para realizar o primeiro e único teste ao Mitsubishi Racing Lancer com que se apresenta, amanhã, à partida da prova em Tavira. “Confesso que já tinha saudades, mas agora há que encurtar caminho para voltar ao melhor nível”, promete o piloto, que em 2011 volta a dividir o Mitsubishi ex-equipa oficial com o navegador Luís Ramalho, numa re-edição da dupla que dominou a primeira metade do campeonato de 2009 (três vitórias e um 2º lugar em quatro provas).
“Espero fazer um bom resultado no Algarve, mas sei que não será fácil repetir aquele início de época. Pela falta de ritmo competitivo, os primeiros quilómetros vão ser mais difíceis… Mas, ultrapassado esse ‘handicap’, farei os possíveis para estar no grupo da frente e, porque não, tentar discutir o primeiro lugar”, afirma Carlos Sousa, já por quatro vezes vencedor da jornada organizada pelo Clube Automóvel do Algarve.
“É um carro que conheço bem e se mantém competitivo, apesar de já não ter o suporte de fábrica e recorrer a um motor com tecnologia algo ultrapassada face aos Diesel da nova geração. Veremos de que forma o novo regulamento ajuda a equilibrar a balança, embora a minha convicção é que os carros Diesel se manterão ainda um passo à frente dos gasolina”, admite. “Ridículo, quanto a mim, era permitir que os campeonatos continuassem desajustados face a esta realidade, como, aliás, bem se viu pelo último Dakar”, acrescenta, em tom crítico.












