Em boa hora a Peugeot Sport Portugal, envolvida num projeto internacional no Intercontinental Rally Challenge, optou por estar igualmente presente no Rali de Portugal. Desta forma, Bruno Magalhães, Bernardo Sousa e Armindo Araújo vão ter oportunidade de disputar um rali dentro do próprio rali, pela primazia entre os portugueses. Embora Bruno Magalhães e Carlos Barros não o admitam, no seu íntimo, certamente não desdenharão a hipótese de serem os melhores lusos em prova.
Misturando a competitividade dos carros, com a sua juventude e maior ou menor experiência dos três pilotos ao volante dos carros com que vão participar na prova, o resultado é bem capaz de ser um grande equilíbrio, que poderá proporcionar um grande embate entre os três. Apesar de Bruno Magalhães correr com o carro teoricamente menos competitivo, é certamente o mais fiável e cujo piloto maior experiência tem na sua condução. Armindo Araújo e Bernardo Sousa guiam carros mais competitivos, mas também realizam a estreia ao seu volante.
Neste contexto, a dupla Bruno Magalhães/Paulo Grave, numa prova sem a pressão dos pontos para o campeonato: “é difícil dizer aquilo que se pode esperar em termos de geral, mas o objetivo é andar depressa e ser o melhor entre os que não dispõem de um WRC ou de carros da Classe 1, que são de um patamar superior. É importante voltar a competir já e, participar numa prova tão longa, vai-nos permitir ganhar ritmo para o Rali das Canárias, a próxima prova do IRC, embora a prova espanhola seja em asfalto.”
Mas Bruno Magalhães não deixa de reconhecer que “o facto de não termos a pressão, extra, de ter de pensar nos pontos do campeonato faz com que possamos definir o nosso ritmo e adaptá-lo às circunstâncias, sabendo que a subida de posições na geral será consequência do que suceder aos que dispõem de carros mais competitivos porque não temos hipótese de entrar nessa luta.”
E a terminar, refere que “vamos fazer a nossa prova perante o nosso público, com o pensamento em chegar ao fim, para fazer quilómetros e ganhar rodagem.” A participação estrangeira continua a ser a referência dominante no rali, já que dos 75 inscritos, apenas 12 são pilotos nacionais. Refira-se que a FIA concedeu o estatuto de Prioritário 2 aos mais destacados volantes portugueses, entre os quais Bruno Magalhães.
No Rali de Portugal, onde regressa depois de um ano de ausência, Bruno Magalhães vai participar pela 11.ª vez, tendo como melhor resultado o quarto lugar alcançado em 2004.
A dupla da Peugeot Sport Portugal terá como adversários, na Categoria 2 (carros Super 2000), os holandeses Erik Van Loon e Bernhard Ten Brinke e o estónio Karl Kruuda, todos em Skoda Fabia S2000, o holandês Rene Kuipers e o cipriota Spyros Pavlides, em Ford Fiesta S2000, e Yazeed Al Rajhi, também em Peugeot 207 S2000.
Segundo Carlos Barros, o director desportivo da equipa, a presença no Rali de Portugal justifica se “porque tínhamos que estar presentes na prova rainha do calendário nacional de ralis, mesmo sabendo que não podemos lutar pelos lugares cimeiros em termos de classificação.”
Mas, Carlos Barros não esconde que “o objetivo principal é chegar ao fim e sermos primeiros entre os S2000. Queremos fazer um bom rali e contribuir para o sucesso da maior celebração desta modalidade em Portugal.”











