Baja 1000: O último desafio da VW no Todo-o-Terreno
As suas regras são singulares e as viaturas participantes quase únicas na sua concepção, não havendo qualquer limitação de potência, peso ou curso de suspensão, sendo a única imposição conhecida a autonomia dos depósitos nos carros de motorização diesel (246 litros).
Pressupondo um desafio inigualável para pilotos e máquinas, o seu percurso cronometrado (a rondar sempre os 1000 km) é feito sem quaisquer paragens intermédias, tão pouco nas zonas de assistência, ficando apenas os concorrentes orbigados a passar por seis pontos de controle, mas sem recurso a qualquer cronometragem intermédia, pelo que ninguém sabe a sua verdadeira classificação até final.
A planificação e gestão da prova é da responsabilidade de cada equipa – que pode ser constituída por uma ou até duas duplas de pilotos -, não havendo limites para reconhecimentos, serviços de assistência ou carros de apoio, sendo apenas necessário acautelar que o percurso seja cumprido no limite máximo estipulado pela organização: 31 horas.
Um “rali de culto”
Aberta a carros, motos, quads e camiões, nela tanto podemos ver um artesanal buggy de duas rodas motrizes como um gigante Tropy Truck com 800 cv de potência. Tendo já adquirido a categoria de “rali de culto” entre os entusiastas do “off-road”, a Baja 1000 teve já como participantes de luxo pilotos como Sébastien Bourdais, Oriol Servià, Jimmy Vasser ou, recuando um pouco mais no tempo, estrelas como Steve McQueen ou Paul Newman.
O seu percurso é um misto de caminhos de pedras, passagens por rios secos, pistas de planície, campo e até de areia. Mas, sem qualquer dúvida, a superfície mais temida por qualquer equipa, incluindo as que guiam as máquina mais potentes, é o lodo macio que todos os anos dizíma grande parte do pelotão.
Alterado a cada ano, só o figurino base se mantém o mesmo desde a primeira edição, iniciando-se a corrida no sul da Califórnia para logo de seguida transpor a fronteira e percorrer a dura Península mexicana. Este ano, a prova teve uma distância de 1.013 km, com partida e chegada na localidade costeira de Enseada, tendo passado por algumas zonas que já não eram vistadas nos últimos 20 anos.
A primeira equipa de fábrica a participar
Em 41 anos de história, a Volkswagen foi a primeira equipa de fábrica a aventurar-se nesta prova utilizando a tecnologia diesel, apresentando à partida da última Baja 1000, no passado dia 21 de Novembro, um veículo completamente novo e especialmente construído para a ocasião: o Baja Race Touareg TDI (ver peça em seperado), inserido na muito competitiva e liberal categoria dos Trophy Trucks.
Guiado em alternância pelo norte-americano Mark Miller (46 anos, natural de Arizona) e o compatriota Ryan Arciero (34 anos, Los Angeles, California), qualquer um deles já multiplo vencedor das Bajas 1000 e 500, esta espécie de Touareg XL conseguiu chegar ao final logo no seu ano de estreia: “O nosso objectivo nesta primeira Baja 1000 era terminar o evento com o nosso novo Touareg TDI – e conseguimos fazê-lo”, começou por salientar Kris Nissen, director da Volkswagen Motorsport. “Foi a baja mais dura em que participei, a pista era simplesmente demolidora” comentou, por seu turno, Mark Miller, depois de atingir o final na manhã de sábado, 22 Novembro. “Logo na nossa primeira participação, mostrámos imediatamente que o Touareg e a motor TDI são um conjunto muito poderoso”.
Na caravana de 26 Trophy Trucks que arrancaram para este rali, o Volkswagen terminou em 13º da classificação. No total, 369 participantes de 24 países participaram nas diversas categorias. Os vencedores à geral foram os norte-americanos Roger Norman e Larry Roeseler.
Jorge Rodrigues
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