Autos: Quem bate Stéphane Peterhansel?

Por a 27 Dezembro 2011 11:19

A marca alemã redirecionou o seu gigantesco investimento para o programa no Mundial de Ralis, deixando o Dakar com uma escassez histórica de equipas oficiais pois a Mitsubishi há muito abandonou o seu programa e a X-Raid é uma estrutura que mistura a representação do grupo BMW (ainda que não assumida oficialmente) e a assistência a pilotos-cliente. Perante esta conjuntura, a formação dos MINI All4 Racing foi logo apontada como grande favorita à vitória, principalmente porque o anúncio da inscrição de Nasser Al-Attiyah com um Hummer teve tanto de tardio (início de dezembro) como de surpreendente. Poderá a participação do vencedor de 2011 alterar a correlação de forças no Dakar 2012?

Em teoria, Stéphane Peterhansel continua a ser o grande candidato à vitória. O veterano francês, vencedor por seis vezes nas motos (com a Yamaha) e três vezes nos automóveis (Mitsubishi), não teve argumentos para os Race Touareg nos últimos anos, tendo ficado a 1h43m de Al-Attiyah na última edição e atrás ainda de Giniel de Villiers e do ausente Carlos Sainz. Este ano, a X-Raid evoluiu o seu protótipo ao nível do chassis (centro de gravidade mais baixo) e da suspensão, tendo mantido o elogiado motor do BMW X3 CC, optando em definitivo pela carroçaria da MINI.

Além de serem teoricamente os protótipos mais evoluídos do plantel, os MINI ainda têm a vantagem de a principal oposição serem carros a gasolina, que usam restritores de ar de menores dimensões do que os Diesel (32mm vs 35mm). Assim, com toda a experiência da dupla Peterhansel-Cottret, principalmente nas etapas mais exigentes de resistência e de navegação, o francês é o grande favorito e líder incontestado da X-Raid, que terá Nani Roma e Krzysztof Holowczyc numa segunda linha de ataque à vitória. O espanhol, antigo vencedor nas motos (2004), regressa a um carro ganhador depois de ter pilotado uma Nissan da Overdrive na última edição, onde acabou por abandonar.

Já o ex- campeão europeu de ralis Holowczyc é um dos pilotos em ascensão no mundo do todo-o-terreno e poderá ser a grande surpresa deste ano. Quinto em 2011 com um BMW, o vencedor da Baja de Portalegre em 2010 e do último Rali Rota da Seda, em julho, tem demonstrado toda a sua rapidez e conta com um navegador experiente, o belga Jean-Marc Fortin… precisamente o patrão da rival Overdrive! Ricardo Leal dos Santos e o novo campeão da Taça FIA, o russo Leonid Novistkiy, são os outros pilotos ao volante dos MINI, ficando numa posição de gestão e expectativa face ao trio Peterhansel-Roma-Holowczyc.

Líderes da oposição

A grande questão que se coloca é quem conseguirá rivalizar com os MINI. Se o virtuosismo de Al-Attiyah e a agressividade de Gordon são suficientes para colocar os Hummer em posição de destaque (ler em separado), também há grande expectativa sobre o que poderão fazer as novas Toyota desenvolvidas pela Overdrive e que terão Giniel de Villiers como ‘ponta de lança’. As novas Hilux foram construídas na África do Sul pela Toyota Motorsport e são uma evolução das Nissan OffRoad que a Overdrive produziu nos últimos anos. O bloco V8 de 4,6 litros (cerca de 350cv) é o seu grande trunfo, mas o chassis derivado das Hilux de série conta com um eixo rígido de suspensão atrás, ao contrário das suspensões independentes que equipam a concorrência. De Villiers, vencedor da primeira edição sul-americana em 2009, é a grande esperança de uma equipa que também conta com o campeão sul-africano Duncan Vos e os argentinos Orlando Terranova e Lucio Alvarez. Terranova fez a estreia da nova Toyota no Rali de Marrocos e apesar de ter capotado logo na fase inicial, venceu etapas e deixou boas indicações sempre que pôde rodar sem problemas.

Segue-se um conjunto de pilotos que, em condições normais, estarão dentro do top 10 e que poderão aspirar a algo mais se os principais favoritos tiverem problemas. Neste lote incluem-se Carlos Sousa e o novo Great Wall Haval, mas também o Mitsubishi Racing Lancer do rápido holandês Bernhard Ten Brinke, ex-piloto do WRC e que este ano deu luta a Filipe Campos na Baja Aragón antes de vencer o Rali de Marrocos. Estreante no Dakar, Ten Brinke não tem a experiência de, por exemplo, Guilherme Spinelli ou de Christian Lavieille, ambos ao volante de Racing Lancers mas no caso do francês com um protótipo rebaptizado de Dessoude N011, que em vez utiliza um bloco Nissan de 3,7 litros em vez do motor Mitsubishi. Outra novidade é o Volvo/Pewano XC60 de Alfie Cox, que poderá rodar integrado neste lote ou logo a seguir, tal como o alemão Matthias Kahle num buggy da SMG.

 

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