O Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 chega, no próximo fim de semana, à sua 77.ª edição, 76.ª disputada em Monza. O Templo da Velocidade e a catedral dos Tifosi volta a engalanar-se para receber a F1, numa temporada que tem sido renhida.
A estatística
Esta 77.ª edição do Grande Prémio de Itália é das provas mais antigas do calendário da Fórmula 1, tendo sido disputada em Monza em todas as edições, à exceção de uma, quando se realizou em Imola. Os pilotos com mais vitórias são Michael Schumacher e Lewis Hamilton, ambos com cinco triunfos, enquanto a Ferrari é a equipa mais bem-sucedida, com 20 vitórias. Hamilton detém ainda os registos de mais poles positions em Monza, com sete, e de mais voltas mais rápidas, também com sete. Entre os pilotos atuais, Pierre Gasly conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1 precisamente no Templo da Velocidade, ao vencer o Grande Prémio de Itália de 2020 ao volante de um AlphaTauri, entregando à equipa o primeiro triunfo sob a sua nova denominação. Schumacher, que vai ser homenageado este fim de semana com uma pintura especial no SF-26, é também o piloto com mais pódios (8).

A pista
O circuito, com 5,793 quilómetros e 11 curvas, é um dos mais rápidos do calendário da Fórmula 1, em parte devido às suas longas retas, que este ano representarão um desafio adicional em termos de gestão de energia, tendo em conta as novas unidades motrizes. Do ponto de vista dos pneus, o eixo frontal deverá estar sujeito a cargas de travagem mais baixas, uma vez que as zonas de travagem serão provavelmente abordadas a velocidades mais reduzidas. Já o eixo traseiro enfrentará exigências maiores nas fases de tração, quando é aplicada toda a potência da unidade motriz.
Os pneus e a exigência
Em Monza, serão utilizados os três compostos mais moles da gama disponível: o C3 como pneu duro, o C4 como médio e o C5 como macio. Segundo a análise da Pirelli, as três opções poderão, em teoria, desempenhar um papel na definição das estratégias de corrida de domingo, desde que as temperaturas não sejam excessivamente elevadas.
A estabilidade na travagem e a tração à saída das curvas, particularmente na Primeira Chicane e na Ascari, serão os dois fatores decisivos para obter vantagem sobre os rivais, num traçado que é habitualmente percorrido com uma configuração aerodinâmica de baixa carga, privilegiando a velocidade de ponta. O circuito oferece, de forma geral, um bom nível de aderência desde as primeiras sessões, não tendo sofrido alterações significativas desde a repavimentação completa realizada em 2024, quando foi aplicada uma mistura de asfalto relativamente lisa. Este ano, os corretores das curvas 1, 4 e 8 foram reconstruídos, enquanto na curva 5 uma zona de gravilha foi substituída por uma escapatória em asfalto.
Os pilotos deverão ter de gerir o sobreaquecimento do eixo traseiro ao longo da corrida, ainda que a degradação não deva ser suficientemente severa para comprometer o desempenho dos pneus. Como resultado, uma estratégia de uma paragem apresenta-se como a opção mais provável para domingo, apesar de as oportunidades de ultrapassagem em Monza não serem, de forma alguma, escassas.

Horários
Sexta-feira
- TL1 – 11:30
- TL2 – 15:00
Sábado
- TL3 – 11:30
- Qualificação – 15:00
Domingo
- Corrida – 14:00








