O ano de 2017 está a chegar ao fim e é tempo de balanços e avaliações em praticamente todas as áreas do desporto e a F1 não é exceção. Um dos fatores mais importantes na avaliação da época de um piloto é a comparação de performance com o seu colega de equipa, o único piloto com quem pode verdadeiramente ter algum termo de comparação, por usarem o mesmo material e por terem à sua volta a mesma equipa.
As nuances são obviamente mais complicadas de avaliar, mas é ponto assente que o primeiro homem a bater na grelha é o próprio colega de equipa. É tempo então de avaliar, equipa por equipa os confrontos diretos.
Nos próximos dias, vamos publicar dez artigos, logicamente um por cada equipa. A análise será feita relativamente aos pontos, melhor resultado entre colegas de equipa, qualificações, voltas mais rápidas, voltas no top 10 e melhor resultado, sempre entre colegas de equipa.
Na Mercedes não restam dúvidas entre quem foi melhor, mas curiosamente, Valtteri Bottas teve um item a seu favor, face a Hamilton, as voltas na liderança. De resto, ‘perdeu’ tudo.
Na Ferrari, quase tudo foi também favorável a Sebastian Vettel, exceção feira às voltas mais rápidas, em que Kimi Raikonen bateu o alemão.
A Red Bull terminou o ano com Max Verstappen a bater Daniel Ricciardo por 4-2, naquela que terá sido a batalha mais equilibrada do ano dentro duma equipa. O holandês ‘venceu’ mais, mas por pouco, mas onde verdadeiramente interessa, nos resultados de corridas e qualificações, Verstappen foi quase sempre melhor..
Na Force India, todos falamos de Esteban Ocon, e da sua excelente época, mas a verdade é que ‘perdeu’ em tudo para o seu experiente colega de equipa, Sergio Pérez, e a diferença pontual foi mesmo a menor de todos os restantes itens. Como sempre, o mexicano ‘solta’ o melhor que há nos colegas de equipas… mas bate-os.
A Williams terminou a época com Felipe Massa a ‘bater’ Lance Stroll por 4-2, com o jovem canadiano a bater o brasileiro nas melhores voltas em corrida e no melhor resultado do ano, fruto daquele pódio de Baku.
Na Renault, Nico Hulkenberg ‘bateu’ sempre Jolyon Palmer, exceção feita a um empate nas voltas mais rápidas. No resto foi abismal a margem. Com Carlos Sainz a ‘música’ foi mais ou menos a mesma, mas sem diferenças tão grandes.
A Toro Rosso, enquanto lá esteve Carlos Sainz, dominou por completo a questão sendo apenas batido por Daniil Kvyat nas voltas mais rápidas.
Na McLaren, Stoffel Vandoorne só bateu Fernando Alonso nas voltas mais rápidas.
A Haas foi uma equipa equilibrada, e isso e espelhado no ‘resultado’ final. 3-3. Romain Grosjean ‘venceu’ nos pontos, Qualificações e melhor resultado, enquanto Kevin Magnussen ‘ganhou’ nos melhores resultados em corrida, 7-6, voltas mais rápidas e voltas no top 10.
A Sauber é um caso curioso, pois Pascal Wehrlein ‘bate’ Marcus Ericsson em tudo, exceto nas voltas mais rápidas em corrida e no fim do ano o escolhido para continuar na equipa é o sueco. Bons padrinhos também é bom na Fórmula 1…
Maior detalhe, nos artigos separados…











