Laurent Mekies, chefe de equipa da Red Bull, admitiu que a prestação no Grande Prémio de Barcelona correspondeu a um “choque de realidade” esperado pela equipa. Max Verstappen e Isack Hadjar terminaram a corrida em quarto e sexto lugares, respetivamente, confirmando as dificuldades do conjunto de Milton Keynes em circuitos mais exigentes.
Após sinais encorajadores no Mónaco, onde a Red Bull parecia aproximar-se dos líderes, o traçado de Barcelona, com longas retas e curvas rápidas, expôs as limitações do monolugar. Mekies explicou que este tipo de circuito evidencia fragilidades menos visíveis em pistas mais lentas, como a eficiência aerodinâmica, levando a equipa a assumir-se como apenas a quarta mais rápida do pelotão.
Apesar do resultado, o responsável destacou sinais de progresso, referindo que a diferença para a pole position e para a luta pela vitória foi de apenas três a quatro décimos, um cenário mais positivo do que no início da temporada em pistas semelhantes. Ainda assim, reconheceu que persistem lacunas ao nível da unidade motriz e do chassis.
“Estávamos à espera deste choque de realidade em Barcelona”, confirmou Mekies. “O primeiro circuito com uma longa reta, curvas de média e alta velocidade… provavelmente é a primeira vez, depois da China e do Japão, que voltamos a este tipo de pista. Estávamos à espera de um desempenho diferente em comparação com Mónaco, onde pudemos lutar pela pole. Este fim de semana confirmou progresso porque estamos a falar de três ou quatro décimos da pole, ou três ou quatro décimos do que é preciso para lutar pela vitória. Era um cenário muito diferente no início do ano neste tipo de circuitos. Ainda há uma diferença, sem dúvida, ao nível da unidade motriz e do chassis, e é nisso que temos de trabalhar. O Max tem razão. Já não se trata de uma única coisa. Trata-se de encontrar um pouco de performance nas curvas de média velocidade, nas curvas rápidas, em linha reta, etc.”
Foto: MPSA









