Charles Leclerc terminou o Grande Prémio da Áustria na oitava posição, visivelmente frustrado após uma corrida difícil no Red Bull Ring. O piloto monegasco da Ferrari, que havia arrancado da segunda posição na grelha, chegou à meta com 45 segundos de atraso em relação ao vencedor George Russell. As prestações e os resultados do #16 nas últimas provas têm ficado muito aquém das expetativas e a pressão começa a instalar-se.
Desde a passagem pelo Mónaco, a temporada de Leclerc, que vinha sendo feita de altos e baixos, começou numa espiral descendente. Ficou a zeros no Mónaco e em Barcelona, tendo conquistado apenas quatro pontos na Áustria. A qualificação tinha dado sinais encorajadores e não só garantiu uma posição na primeira fila como também superou o tempo de Lewis Hamilton. Contudo, a corrida revelou um quadro completamente diferente. Logo na primeira volta, Leclerc perdeu a posição para Hamilton, sendo posteriormente ultrapassado também por Kimi Antonelli e Oscar Piastri, terminando assim em oitavo lugar.
O principal problema identificado foi a falta de aderência traseira no SF-26, com o piloto a não conseguir colocar o carro e os pneus na janela de funcionamento ideal. Leclerc reconheceu que este tipo de dificuldades tem sido recorrente ao longo das últimas semanas, surgindo sempre um motivo diferente que compromete o seu desempenho aos sábados ou aos domingos.
“Foi simplesmente uma corrida incrivelmente difícil, com uma aderência geral muito, muito baixa. Tive dificuldade em colocar o carro, e especialmente os pneus, na janela certa, particularmente os traseiros, e faltava-me muita aderência na traseira. Há ainda muito trabalho a fazer. Acho que tenho trabalhado muito arduamente nas últimas semanas, porque tem havido sempre uma razão ou outra que me faz ter dificuldade ao domingo ou ao sábado. Há sempre uma razão para a dificuldade, e isso provavelmente significa que não tenho uma imagem clara do que quero deste carro. E tenho de encontrar isso.”
A diferença de Leclerc para Hamilton é já evidente, com o britânico a ter 125 pontos do seu lado, a 46 pontos da liderança. Leclerc tem apenas 79, menos 92 que o líder da classificação, Kimi Antonelli, e menos 46 que o colega de equipa. Uma diferença que mostra apenas parte da frustração e das dificuldades que Leclerc tem enfrentado ao longo da temporada. Numa época em que a Ferrari mostra um nível de evolução e desenvolvimento que pode permitir à equipa chegar aos primeiros lugares, o monegasco procura ainda perceber o carro e como pode tirar partido dele. 2026 afigura-se assim como uma temporada em que Leclerc será remetido a um papel secundário.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA








