A Toyota e a Hyundai assinaram conjuntamente uma carta enviada à FIA para informar que estão atualmente incapazes de viajar para a Arábia Saudita, onde se deverá realizar a final da temporada do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). A tomada de posição surge devido a restrições de viagens em negócios para o Médio Oriente que colocam em risco a participação das equipas na prova decisiva, numa altura em que se aproximam prazos logísticos fundamentais.
A Toyota Gazoo Racing World Rally Team esclareceu que depende totalmente da Toyota Motor Corporation e está sujeita a uma política interna que projeta restrições de deslocação àquela região, com atualizações semanais da sede. Por sua vez, a Hyundai apontou que monitoriza diariamente restrições semelhantes de viagens em negócios, que se encontram em constante evolução. Em contraste, a M-Sport indicou que segue os conselhos diplomáticos governamentais e que a restrição se limita a uma faixa de dez quilómetros junto à fronteira com o Iémen, submetendo-se a qualquer decisão com foco prioritário na segurança da equipa.
Este é claramente um alerta operacional e institucional à FIA: A carta conjunta de Toyota e Hyundai à FIA não é um boicote definitivo, mas um aviso sério de que, nas condições atuais, não conseguem garantir a presença na final do WRC de 2026, prevista para novembro em Jeddah (Arábia Saudita).
É também uma forma de pressão política coordenada pois a iniciativa protege juridicamente as equipas contra penalizações desportivas, obriga a FIA a decidir rapidamente e evita o isolamento de uma única estrutura perante o campeonato.
Por outro lado, há o precedente dos outros campeonatos como a Fórmula 1 e o WEC, que já retiraram ou mudaram provas no Médio Oriente por razões de segurança e logística, enfraquecendo a justificação para manter o WRC inalterado. Filhos e enteados?
Há muito se fala dos cenários em cima da mesa!
Em primeiro lugar, a realização da prova na Arábia Saudita (caso as condições melhorem ou haja autorização das sedes) mas esse é um cenário que, basta olhar para os noticiários televisivos para saber que é quase impossível.
Cancelamento sem substituição, terminando a época com 13 rondas. Possível, mas teria que ser decidido rapidamente porque a abordagem dos pilotos e das equipas às provas depende do restante calendário.
Transferência para outro país (especula-se Portugal, mas Espanha e Catalunha são o cenário mais provável).










