Os concorrentes do WRC têm pela frente a primeira prova do ano em pisos de terra, o rali do México. Pela frente, os pilotos e as equipas têm uma prova quente, poeirenta, e a ronda em maior altitude da época, sendo esta a primeira vez que podemos ver os Rally1 no México.
Depois do inverno europeu temos agora o calor abrasador do Rali Guanajuato México (16/19 de março), de volta ao calendário pela primeira vez desde 2020.
Ott Tänak, o piloto de ponta da M-Sport Ford, que assumiu a liderança do campeonato depois do seu triunfo na Suécia, tem agora de ‘pagar’ o custo dessa liderança: é o primeiro na estrada no 1º dia de prova. O piloto de Puma deve ‘pagar as suas quotas’ nas montanhas à volta de León quando abrir a estrada para a etapa de abertura. A única coisa que o pode ‘salvar’ a esse nível seria a chuva, mas com temperaturas neste momento de 30°C isso é algo muito pouco provável: “Não tenho a certeza se sou assim tão bom dançarino [dança da chuva] para ter a chuva num local onde quase nunca chove!” brincou Tänak, que se junta a Pierre-Louis Loubet e Jourdan Serderidis: “Durante os testes foi a minha primeira vez em terra Puma Rally1 e foi muito importante descobrir o máximo possível. A equipa está a trabalhar arduamente para continuar a melhorar, mas para compreender realmente onde estamos agora, precisamos de fazer primeiro um rali de terra”, acrescentou.
Nem Kalle Rovanperä nem Thierry Neuville beneficiarão assim tanto do segundo e terceiro lugar na ordem de partida para a estrada no primeiro dia, pois rodam logo a seguir, mas há um piloto na Toyota que tem um boa ordem na estrada: Sébastien Ogier, piloto que já venceu seis vezes no México. É quinto a partir para a estrada, provavelmente o ‘ponto-doce’ entre limpeza e aparecimento de ‘regos’…
O oito vezes campeão do Mundo regressa à acção pela primeira vez desde a sua vitória em Monte-Carlo, em janeiro: “Quando soube que o México estava de volta, tive de o marcar no meu calendário como um evento que seria bom voltar a fazer. Foi onde tudo começou para mim no WRC, foi aqui que fiz a minha estreia em 2008”, disse o francês.
Dani Sordo junta-se a Neuville e Esapekka Lappi numa formação de três Hyundai i20 N Rally1 e será o “último dos primeiros” a chegar à estrada. Estará interessado em aproveitar ao máximo a aderência extra para se colocar numa posição forte para os dois últimos dias de prova, quando os concorrentes começarem pela ordem inversa de classificação: “Se conseguirmos acertar, acreditamos que podemos estar na luta pela vitória, mas queremos estar no pódio, no mínimo”, disse Sordo que alterna a pilotagem do i20 Rally1 com o líder do CPR, Craig Breen.
Elfyn Evans, quarto no campeonato, também conduz um Toyota GR Yaris, tal como Takamoto Katsuta, embora desta feita o piloto japonês não marque pontos no campeonato dos fabricantes, essa será uma missão para Ogier.
A estrada sobe até mais de 2.700 metros acima do nível do mar, onde os motores tradicionalmente lutam para ‘respirar’ no ar com menos oxigénio, e podem perder cerca de 20 por cento da sua potência. No entanto, a especificação híbrida dos carros do Rally1 traz um impulso alimentado por bateria que não é impactado pelo mesmo dos motores de combustão, o que pode fazer desta uma das edições mais rápidas do Rali do México.
A prova começa na noite de quinta-feira com dois troços citadinos através dos antigos túneis mineiros de Guanajuato. Seguem-se mais três dias de ação nas montanhas da Serra de Lobos e Serra de Guanajuato antes do fim da tarde de domingo, em León, após 23 troços e 320,23 km.












