Thierry Neuville: explicou um pouco melhor os problemas que tem atravessa na adaptação ao seu novo navegador, e as suas palavras permitem perceber um pouco melhor a importância de uma ligação perfeita. Depois dois eventos com o seu novo co-piloto, Martijn Wydaeghe, nesta prova o belga falou em alguns problemas de comunicação: “Basicamente, temos uma comunicação diferente dentro do carro. Funcionou bastante bem com o meu antigo co-piloto, mas o Martijn fala francês, mas a sua língua materna é o flamengo. Por isso, por vezes, é difícil ter o tom certo. Combinado com este sistema de intercomunicador que foi feito para a voz do meu antigo co-piloto, por vezes tive dificuldade em ouvir claramente a diferença entre um 50 e um 70, por exemplo. E por isso hesito. Houve um par de momentos que isso sucedeu, e onde perdi tempo demais porque pensava que a curva era mais lenta do que realmente era. Talvez isso nos tenha custado a segunda posição, no final. Mas tivemos uma corrida sem problemas, sem erros, o carro estava a funcionar bem, a equipa fez um trabalho incrível. Deram-nos a oportunidade de ir testar muito antes deste evento e finalmente funcionou. O Ott ganhou, nós somos terceiro e também reduzimos a diferença nos Construtores”, disse Neuville que assegura ir manter-se com o seu atual co-piloto: “O Martijn já está a ter aulas de francês, ele já o fez antes do fim-de-semana e penso que se observarem os onboards, podem ouvir claramente a diferença. E ele fará mais, com certeza. Mas o que mais me impressionou foi a sua calma, ele está muito calmo. Ele está sempre calmo, e tu sentes-te relaxado com isso. Ele também sabe que está sentado ao lado de um bom piloto, e isso dá-me um impulso extra com algumas coisas novas à minha volta para me ‘empurrar’ ainda mais e, até agora, está a funcionar. Faremos um rali em Itália, num R5, para conseguir mais tempo de trabalho no carro e depois, tenho a certeza, na Croácia será ainda melhor do que aqui”.











