WRC: Sébastien Ogier comanda Top5 Toyota no 1ª dia do Rali das Canárias

Por a 24 Abril 2026 21:15

FOTOS @World

Sébastien Ogier terminou o primeiro dia do Rali das Canárias na liderança, com 8,9 segundos de vantagem sobre Oliver Solberg, depois de uma sexta-feira em que a Toyota monopolizou os cinco primeiros lugares e empurrou a Hyundai para um papel secundário num asfalto limpo, rápido e altamente exigente. Sami Pajari fechou o dia em terceiro, apenas 0,5 segundos na frente de Elfyn Evans, num top 5 completado por Takamoto Katsuta, líder do campeonato à chegada a Espanha.

O dia ficou marcado por três elementos centrais: a mudança de líder logo na PEC2, quando Ogier passou para a frente; o cancelamento da PEC3 devido a estacionamento irregular de espetadores em zona proibida; e a incapacidade da Hyundai para responder ao ritmo da Toyota, mesmo com Dani Sordo a emergir como melhor piloto da marca coreana.

1º – Sébastien Ogier – Toyota GR Yaris Rally1

Ogier terminou o dia com o melhor tempo acumulado e uma vantagem de 8,9 segundos, construída com método e sem picos de dramatismo. Assumiu a liderança na PEC2, ao bater Oliver Solberg por 0,5 segundos, e a partir daí foi gerindo e ampliando a margem: 5,9 segundos após a PEC4, 6,4 após a PEC5, 6,6 após a PEC6, 8,6 após a PEC7 e 8,9 no final do dia.

O francês venceu as PEC2, PEC4, PEC6 e PEC7, numa demonstração de controlo num piso onde a leitura da aderência e a gestão dos pneus foram decisivas. “Foi uma boa etapa”, resumiu no estádio final, depois de uma sexta-feira em que se mostrou, mais uma vez, o melhor intérprete do asfalto das Canárias.

2º – Oliver Solberg – Toyota GR Yaris Rally1 (+8.9s)

Solberg começou o dia em décimo, depois da curta super especial, e foi o piloto que mais terreno recuperou entre os homens da frente. Foi segundo na PEC2, manteve-se sempre dentro da discussão e saltou para segundo na geral na PEC5, quando venceu a especial e ultrapassou Pajari e Evans.

Apesar de algumas queixas sobre pneus e aderência, o sueco fechou o dia como principal perseguidor de Ogier. Não venceu mais especiais depois da PEC5, mas foi regularmente rápido o suficiente para segurar a vice-liderança perante a pressão interna da Toyota.

3º – Sami Pajari – Toyota GR Yaris Rally1 (+15.9s)

Pajari começou forte: foi segundo na super especial, liderou momentaneamente a PEC1 e fechou a quinta-feira a apenas 0,4 segundos de Katsuta. Caiu para terceiro na PEC2, subiu a segundo na PEC4, perdeu esse lugar para Solberg na PEC5 e ainda cedeu o terceiro posto a Evans na PEC7, antes de o recuperar no estádio, ao vencer a PEC8 e beneficiar da derrota do galês frente a Neuville. O finlandês oscilou mais do que os colegas de marca, mas terminou o dia a apenas meio segundo do segundo lugar. A vitória na PEC8 deu-lhe novo fôlego para sábado.

4º – Elfyn Evans – Toyota GR Yaris Rally1 (+16.4s)

Evans viveu um dia de altos e baixos. Foi prudente na super especial, apareceu bem na PEC2 e brilhou sobretudo na PEC4, onde foi segundo a 4,2 segundos de Ogier, subindo então ao terceiro posto. Na PEC7 ultrapassou Pajari e chegou a terceiro, mas perdeu novamente essa posição na PEC8, depois de Neuville o bater por 0,8 segundos no duelo direto no estádio. As declarações do galês foram consistentes com o seu andamento: sentiu dificuldades em encontrar a rotação certa do carro, mas mostrou-se mais confortável na parte final do dia. Continua plenamente dentro da luta pelo pódio.

5º – Takamoto Katsuta – Toyota GR Yaris Rally1 (+29.7s)

Katsuta foi o primeiro líder do rali, ao vencer a PEC1 por 0,4 segundos sobre Pajari. Mas a sexta-feira trouxe-lhe um declínio progressivo. Caiu para segundo na PEC2, desceu para quinto após a PEC4 e nunca mais conseguiu regressar à luta direta pelo pódio. As dificuldades com a frente do GR Yaris foram uma constante. Ainda assim, manteve-se como quinto classificado e fechou a formação dos cinco Toyota nos cinco primeiros lugares.

6º – Dani Sordo – Hyundai i20 N Rally1 (+52.0s)

Sordo foi o melhor Hyundai durante praticamente todo o dia. Quarto na super especial, quinto após a PEC2 e sempre o mais eficaz entre os pilotos da marca coreana, conseguiu limitar danos e construir uma margem sobre Adrien Fourmaux. Mesmo assim, a diferença para a Toyota foi clara. No final do dia, Sordo estava já a 22,3 segundos de Katsuta e sem argumentos para interferir na luta pelos cinco primeiros.

7º – Adrien Fourmaux – Hyundai i20 N Rally1 (+54.8s)

Fourmaux teve um início promissor na PEC1, quando brilhou no duelo final com Katsuta, mas a partir daí viveu uma sexta-feira mais frustrante. Foi regularmente o segundo melhor Hyundai, embora na PEC5 tenha superado Sordo no troço, sem contudo lhe retirar essa posição na geral. O francês mostrou satisfação após alguns troços, mas sempre enquadrado por um problema persistente: a Hyundai não encontrou a trajetória nem a frente necessárias para acompanhar o ritmo dos Toyota.

8º – Thierry Neuville – Hyundai i20 N Rally1 (+1:03.6s)

Neuville passou grande parte do dia em luta com o carro. Logo na PEC2 admitiu desconforto, nervosismo e falta de confiança, e só na parte final mostrou sinais de melhoria. O momento mais positivo surgiu na PEC8, quando bateu Evans por 0,8 segundos e fez o terceiro melhor tempo da especial. Essa reação, porém, não apagou um dia difícil. O campeão do mundo passou demasiado tempo a tentar adaptar-se a um Hyundai que não lhe transmitia confiança suficiente para atacar.

9º – Josh McErlean – Ford Puma Rally1 (+1:41.1s)

McErlean fez um dia discreto mas relativamente limpo, sempre longe da frente. Foi paciente e esteve focado em aprender e terminar do que em assumir riscos. Beneficiou também dos problemas do colega de equipa para se manter no top 10. No contexto da M-Sport, foi o piloto mais regular, ainda que sem qualquer capacidade para discutir tempos com Toyota ou mesmo, a Hyundai.

11º – Jon Armstrong – Ford Puma Rally1 (+2:10.6s)

Armstrong começou o dia como melhor Ford, mas foi perdendo terreno ao longo das especiais. Na PEC4 escapou-se para uma zona de segurança, na PEC8 sofreu uma avaria durante o aquecimento de pneus e fez a última especial praticamente só com tração dianteira, sendo obrigado a deixar Ogier passar no duelo direto do estádio.

O britânico perdeu o top 10 mesmo no fim e a sua sexta-feira foi uma sucessão de contratempos que espelhou as limitações da M-Sport neste arranque do rali.

No WRC2, Yohan Rossel (Lancia Ypsilon HF Rally2) termina o dia com 22.0s de avanço para Alejandro Cachón (Toyota GR Yaris Rally2) depois de uma grande recuperação do espanhol de sétimo para terceiro, e na PEC6 para segundo, passando Léo Rossel (Citroen C3 Rally2), que no final do dia ficou a 4.9s do espanhol. Eric Camilli (Skoda Fabia RS Rally2) é quarto a mais 10.4s, e com 2.8s de avanço para Roberto Daprà (Skoda Fabia RS Rally2) com Nikolay Gryazin (Lancia Ypsilon HF Rally2) a atrasar-se e a cair para trás de Jan Solans (Skoda Fabia RS Rally2).

O que definiu esta prova

O asfalto das Canárias foi o grande juiz do dia. Limpo, largo e de alta aderência, exigiu precisão absoluta, leitura fina de trajetória e controlo de temperatura dos pneus, fatores que favoreceram claramente a Toyota. A Hyundai passou o dia a procurar frente, rotação e confiança. Dani Sordo foi o mais consistente, e nem sequer é pelo conhecimento do rali, porque pouco ali competiu antes.

Fourmaux teve alguns lampejos e Neuville viveu em permanente desconforto. Já a M-Sport limitou-se a sobreviver, sem ritmo para incomodar os lugares cimeiros.

O cancelamento da PEC3, por estacionamento ilegal de mais de 100 viaturas em zona proibida, foi o episódio extradesportivo mais marcante da manhã e condicionou o ritmo normal do dia.

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