As mudanças nas regras para 2023 não são muitas, pelo que os Rally1 não vão mudar muito, mas a aprendizagem de 2022 leva a que, por exemplo, se procurem soluções para o arrefecimento da unidade híbrida, leia-se, bateria.
Como se pode calcular, qualquer abertura no carro com efeitos de arrefecimento causa ‘perturbações’ no fluxo aerodinâmico, pelo que o segredo está no equilíbrio. Como se pode calcular, nem todas as provas precisam de arrefecimento adicional, portanto uma das coisas que os engenheiros têm de ter é flexibilidade.
Como se sabe, os carros foram construídos e começaram o seu desenvolvimento ainda sem a unidade híbrida. O fabricante determinou o tamanho da unidade e as equipas trabalharam com lastro no que seria posteriormente a bateria, mas dessa forma não puderam saber o que precisavam para a arrefecer. Tiveram que se basear no que lhes foi transmitido pela Compact Dynamics, o fornecedor dos sistemas híbridos. Como é natural, a realidade foi bem diferente, pois a empresa nunca tinha trabalhado nos, e com os ralis.
Mas também houve quem fosse mais cauteloso, e agora possa aligeirar algumas áreas e com isso melhorar o fluxo aerodinâmico.
A Toyota, por exemplo, mudou muito a sua aerodinâmica em 2022, por exemplo, uma asa traseira bem diferente, pois a primeira estava a causar mais arrasto (drag) do que o esperado.
Também a Hyundai trabalhou numa asa traseira nova. O carro que foi visto há dias em testes com Esapekka Lappi tinha várias alterações, vamos ver quantas delas estarão nos carros no arranque o Mundial.
Seja como for, não se vão ver muitas alterações, até porque nem tudo o que foi testado, vai servir. Serviu sim, para as equipas aprenderem o que não fazer…
Portanto, vai haver algumas mudanças nos carros, algumas já foram vistas em testes ou nas últimas provas, mas não muitas. O que pode suceder é o trabalho no inverno produzir algumas surpresas, mas para saber isso vamos ter que esperar…











