Era fácil perceber que, depois do que sucedeu na PE9 quando Thierry Neuville apanhou um carro zero no troço que existira uma má decisão da Direção de Prova, pois é ao diretor que cabe dar a ordem de reinício de um troço. Só que os incidentes têm que se investigar para ter certezas e concluída a investigação a FIA decidiu-se por uma reprimenda ao diretor de Prova do Rali do Japão, Haruo Takakuwa. O primeiro troço de sábado sofreu um atraso inicial de cinco minutos antes de o primeiro na estrada, Thierry Neuville (Hyundai) ter encontrado um carro zero estacionado na berma da estrada, do seu lado esquerdo, numa trajetória, o troço foi interrompido com bandeira vermelha, foram atribuídos aos pilotos tempos nocionais, a FIA abriu uma investigação, cuja conclusão foi a que o Diretor de Prova não foi capaz de decidir de forma razoável uma situação que tinha a ver com a segurança. O carro zero não seguiu as instruções dadas em três briefings de segurança antes da prova, que o impedem de parar no troço, o que terá feito quando deparou com espectadores mal colocados. Ao invés de relatar, terá parado para exercer uma competência que não era a sua, colocando, como se viu, em cheque o bom decorrer do evento.
O ‘castigo’ ao diretor de Prova dá-se porque o ‘tracking’ da prova mostra que o carro zero está parado e nunca o troço devia ter sido iniciado nessas condições. O incidente será ainda remetido para a Comissão do WRC, para análise a eventuais posteriores castigos.
É óbvio que a pouca experiência destes organizadores levou ao sucedido, mas este é um processo moroso, porque é muito complexo gerir uma prova do WRC a partir do ‘Mission Control’. O diretor tem ajudantes, e a informação vai passando através da pirâmide até chegar ao chefe, em muitos casos é o próprio chefe que, com os ecrãs à sua frente se apercebe de imediato da questão, mas como é óbvio algo falhou e o incidente deu-se.










