Paira sobre o Rali do Chile uma ameaça que provavelmente é uma novidade absoluta na história do Mundial de Ralis. A história conta-se em poucas linhas. Um piloto local teve o ano numa prova do campeonato local um incêndio no seu carro e na sequência desse facto interpôs um recurso de proteção para obter garantias do Tribunal de Apelações de Concepción relativamente à segurança dos pilotos no Rali do Chile, prova do WRC. Ao mesmo tempo, tramita em Santiago uma ação judicial movida por Martin Scuncio, o piloto do carro consumido pelo fogo, contra os organizadores do Copec Rally Mobil e a Federação Chilena de Automobilismo.
O piloto alega que viveu uma situação perigosa e apontou o dedo aos organizadores do evento, e pretende que “as regras da FIA sejam cumpridas”.
Como é lógico, uma prova do Mundial de Ralis cumpre essas regras, todos os sabemos, mas tendo em conta o recurso de proteção interposto pelo piloto no Tribunal local, é esse que tem de decidir.
O diretor do Rali do Chile, Felipe Horta, disse em entrevista à estação local Radio Bio Bio, que o evento – muito naturalmente – cumpre todos os procedimentos e protocolos exigidos pela FIA e pela associação nacional de ralis do Chile, mas tendo em conta que cabe agora aos tribunais resolver o assunto, fica sempre a dúvida.
Para o diretor da prova chilena, citado pela imprensa local: “Entristece-me pensar que um evento que foi construído ao longo de mais de duas décadas e é reconhecido mundialmente esteja agora exposto a esta situação. Enfrentar isto é verdadeiramente lamentável”, disse.
Como se pode calcular, é no mínimo estranho que uma situação destas envolva tribunais a cerca de um mês da realização da prova e o risco que isso pode significar para o evento. Vamos ver como tudo isto evolui.










