O que Dani Sordo fez no primeiro troço do rali, que venceu, foi um bom exemplo do que a Hyundai poderia ter feito tendo dois pilotos como o espanhol e Loeb a arrancar lá de trás. Como se sabe, a mecânica traiu os homens da Hyundai e nesse contexto, com Ogier a limpar a estrada, Tänak ficou só com os colegas de equipa, Latvala e Meeke, a ‘atacá-lo’, com Neuville um pouco mais longe. A única dúvida que temos é se o iriam verdadeiramente atacar, ou simplesmente servir de guarda-costas.
Hoje em dia no WRC, tal é o equilíbrio, são os pormenores a ditar como se desenrola um evento e quando Dani Sordo e Sébastien Loeb tinham tudo para fazer um excelente rali, fruto do facto de poderem capitalizar bem o primeiro dia de prova, devido à sua ordem na estrada, eis que de repente passam a ser fiéis escudeiros do piloto número um da equipa, Thierry Neuville.
Por outro lado, na Toyota no fim do primeiro dia de prova, Jari-Matti Latvala era segundo a 17.3s de Tanak, Kris Meeke, terceiro a 22.8s, a meio da manhã do segundo dia, Latvala já estava a +5.1s e Meeke a 18.4s. Depois veio o problema de suspensão no carro de Latvala, o amortecedor danificado no caso de Tanak, e Meeke ficou a 4.3s. No primeiro troço da manhã do último dia, Meeke ganhou 1.9s a Tanak, ficou a 2.4s, mas nos dois troços seguintes a margem passou para 8.1s. Meeke estava nervoso, e Tanak, calmo como sempre. Aqui temos uma dúvida. Terá sido só ‘mãos’ e força mental, e classe pura, ou terá havido também ‘mão’ de Tommi Maikkinen? A verdade é que nos dois troços seguintes, Meeke fez um pião num deles e bateu no outro…












