Já no ano passado, o senhor François Ogier, pai do hexacampeão do mundo, havia testemunhado a forma de receber dos habitantes de Vieira do Minho. Este ano, acompanhado pela esposa e por outros familiares, voltou à freguesia de Louredo da Ribeira para assistir à passagem da caravana do rali. E uma vez mais, não se arrependeu. O mesmo grupo de amigos que, um ano antes, havia dado a conhecer ao pai do piloto da Citroën os néctares da região minhota, encarregou-se de garantir que não faltaria comida e bebida à família Ogier.
Os vinhos, verdes e maduros, brancos e tintos, o pão de milho, a sopa que fervilhava no pote, a vitela barrosã e as febras e enchidos de porco Bísaro, foram pontos de passagem obrigatória numa viagem pelo norte de Portugal através do palato. Falando um francês fluente, a enérgica Dona Prazeres foi a anfitriã perfeita, irradiando simpatia e boa-disposição. Para o final do repasto, estava reservado aquilo a que os homens da terra chamam “charope”, uma receita caseira feita com aguardente, canela e cerejas.
Convidado a provar, o senhor François não evitou um arrepio quando cheirou o “remédio”, soltando um “Après! Après!” Mais do que uma refeição, aquele momento adquiriu os contornos de um representativo postal ilustrado, revelando a qualidade única das iguarias oriundas das encostas da serra do Gerês mas, sobretudo, a genuína forma de receber e de partilhar daquela gente que conquistou definitivamente um lugar no coração da família Ogier…













