Notícias recentes sugerem que o Rali de Monte Carlo 2026 (que se realiza de 22 a 25 de janeiro) pode marcar o regresso das condições clássicas de inverno, com neve e gelo a desempenharem um papel central.
A cerca de dez dias do início da prova, ao contrário das edições mais recentes, que foram invulgarmente secas e disputadas maioritariamente em asfalto limpo, o cenário para 2026 parece muito mais “branco”:
Na semana passada, a equipa Hyundai (Thierry Neuville) foi forçada a interromper as suas sessões de testes nos Altos-Alpes devido a queda excessiva de neve.
Relatos e vídeos dos testes de equipas como a Toyota e a M-Sport mostram estradas cobertas de neve fresca e muito escorregadias. A região de Gap, que volta a ser a base do rali, tem registado temperaturas baixas, o que favorece a formação do temido verglas (gelo negro) em zonas de sombra.
A prova mantém a sua sede em Gap, o que permite às equipas subirem mais a norte em busca de condições de montanha mais extremas.
O rali começa com a partida oficial no Mónaco, seguida de três especiais noturnas desafiantes, incluindo a passagem por Toudon / Saint-Antonin e Vaumeilh / Claret.
O itinerário de 17 especiais (cerca de 340 km) foca-se nas regiões de Drôme e Altos-Alpes. No sábado, destaca-se a especial de La Bréole / Bellaffaire (30 km), que costuma ser decisiva.
O rali termina com o icónico Col de Turini (versão La Bollène-Vésubie / Moulinet), que servirá de Power Stage.
O desafio estratégico
Com a presença quase confirmada de neve e gelo, a “lotaria dos pneus” volta a ser o tema principal. Os pilotos terão de decidir entre pneus de asfalto (macios/super-macios), pneus de neve sem pregos ou os cruciais pneus com pregos para as secções mais geladas.
Os reconhecimentos começam no dia 18 de janeiro. Será nessa altura que os pilotos e copilotos terão a visão real do estado de cada curva e onde a escolha de pneus começará a ser delineada.
O shakedown está marcado para quarta-feira, 21 de janeiro, em Gap (Estrada de Rabou), mas sendo numa zona com ‘cota’ baixa +e mais difícil haver neve e gelo, mas pode suceder.
Em resumo, a “mágica” do Monte Carlo parece estar de volta com força total em 2026, prometendo uma das edições mais técnicas e imprevisíveis dos últimos anos. Sébastien Ogier (Toyota) e Thierry Neuville (Hyundai) surgem como os grandes favoritos dadas as condições esperadas, mas num ‘Monte’ com gelo e neve, nunca se sabe.












