Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) fechou a sexta especial com uma pancada curta, precisa e decisiva: bateu Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) por apenas duas décimas, venceu a classificativa e reforçou a liderança do rali para 6,6 segundos, enquanto a Toyota continuou a mandar na frente e a Hyundai voltou a perder terreno.
No WRC2, Yohan Rossel (Lancia) cavou ainda mais fundo a vantagem sobre o irmão Léo (Citroen), numa tarde em que quase toda a gente falou de pneus, falta de confiança e carros difíceis de entender.
Não houve mudanças na classificação, na frente, só bem lá mais para trás…
Quando o pó assentou, a fotografia do dia permanecia clara: Ogier no controlo, Toyota dominante, Hyundai aflita e os Rossel a transformarem a luta familiar numa das histórias mais quentes do rali, no WRC2.
A história começou com Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) a sair da especial com a sensação de que o Toyota já não obedecia como devia. Faltava-lhe frente, faltava-lhe apoio, faltava-lhe resposta. Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) veio a seguir, mais rápido, mas igualmente desconfortável, a admitir que o piso tinha pouco grip e poucas soluções. Depois apareceu Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), mais limpo, mais frio, a colocar a marca no topo com uma passagem em que tentou não maltratar demasiado os pneus, embora soubesse que no asfalto das Canárias cada detalhe se paga caro.
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) parecia capaz de o desafiar nos primeiros setores, mas foi perdendo fôlego até ficar a três segundos. Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) salvou a honra da Hyundai sem realmente assustar ninguém, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) atravessou o troço sem confiança, preso entre notas novas, curvas traiçoeiras e um carro que já não lhe inspirava fé. Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) e Josh McErlean (Ford Puma Rally1) desceram a estrada em gestão, mais pacientes do que rápidos, enquanto Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1), a fechar o lote Rally1, voltou a ser o melhor Hyundai sem conseguir esconder a frustração: a equipa trabalha, mas a diferença persiste.
Então entrou Ogier. Sem estrondo, sem excessos, apenas com aquela fluidez de quem conhece todos os truques do asfalto. Tirou duas décimas a Solberg e saiu da especial com o comando ainda mais firme. Atrás, no WRC2, Léo Rossel atacou no limite, Yohan respondeu com mais velocidade e mais margem, Virves afundou-se nas dúvidas, Daprà continuou à procura de respostas e Gryazin arrastou um carro ferido, a deslizar “como se fosse de terra”.











