WRC, Rali das Canárias/PEC4: Ogier dilata liderança, Pajari sobe a segundo
Nesta especial marcada pela ditadura do asfalto, a Toyota impôs de novo um domínio técnico avassalador, enquanto o resto do pelotão se vê a contas com muita subviragem e falta de confiança. Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) foi de novo o mais rápido, dilatando a sua vantagem na liderança, deixando os colegas de equipa bem como os rivais da Hyundai e da M-Sport perdidos na procura da ‘trajetória ideal’.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) foi segundos a 4.2s, com Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) 0.8s mais atrás. Seguiu-se Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) a mais 0.4s e Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) a outros 2.8s. Tudo somado, Ogier tem agora 5.9s de avanço para Pajari, que subiu a segundo com Evans a subir duas posições, para o terceiro lugar. Solberg manteve o quarto posto, mas Taka Katsuta caiu para a quinta posição.
Dani Sordo voltou a ser o melhor Hyundai i20 N Rally1 e já está sete segundos na frente de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) com Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) 0.9s mais atrás.
Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) saiu ligeiramente de estrada para uma escapatória e com isso Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) é nono e Armstrong perdeu uma posição para Yohan Rossel (Lancia Ypsilon HF Rally2), que continua a liderar o WRC2, 2.8s na frente de Léo Rossel (Citroen C3 Rally2) com Nikolay Gryazin (Lancia Ypsilon HF Rally2) agora na frente de Roberto Daprà (Skoda Fabia RS Rally2).
Filme da especial
O cronómetro despertou com Katsuta, mas é Evans quem assume o papel de perseguidor, acumulando parciais verdes num ritmo frenético. Atrás, Solberg já vacila, perdendo décimos preciosos a cada curva. Evans cruza a meta com um tempo canhão, embora a tensão no habitáculo com Scott Martin denuncie que a perfeição é uma luta constante. Solberg chega logo depois, devastado: “Sentimento horrendo, sem aderência nenhuma”. Mesmo Pajari, veloz mas insatisfeito, não consegue desalojar o britânico do topo.
Subitamente, o mestre entra em cena. Ogier ‘flutua’ sobre a estrada, pulverizando o tempo de Evans por mais de quatro segundos. O eneacampeão voa, apesar de reclamar de uma subviragem que parece invisível para quem o vê passar. A partir daqui, a especial transforma-se num calvário para a concorrência. Fourmaux admite a impotência de não conseguir seguir as linhas dos Toyota, seguido por um Neuville que perde a confiança e a frente do carro nos quilómetros finais.
O drama acentua-se na M-Sport: Armstrong vê o troço tornar-se um desastre ao falhar uma travagem, sendo forçado a usar uma escapatória. McErlean, o seu colega, luta desesperadamente com o volante, recorrendo ao travão de mão em quarta velocidade para obrigar o carro a curvar. No fim, Sordo surge como a voz da resiliência, sendo o melhor dos Hyundai. Alheio ao caos alheio, o espanhol foca-se apenas no seu trabalho, sobrevivendo onde outros desesperam.

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