WRC, Rali da Catalunha: há três décadas a dar ‘dores de cabeça’ aos portugueses, mas não só… | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

WRC, Rali da Catalunha: há três décadas a dar ‘dores de cabeça’ aos portugueses, mas não só…

José Luis Abreu by José Luis Abreu
19 Outubro, 2022
in Autosport Exclusivo, Ralis, WRC
A A
“O dia mais triste” da carreira de António Coutinho, foi há 30 anos

Share on FacebookShare on Twitter

Artigos relacionados

Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues

Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues

20 Junho, 2026
Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido

Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido

20 Junho, 2026

Realiza-se este fim de semana o Rali da Catalunha, prova do Mundial de Ralis que se estreou na competição em 1991, prova que marcou o primeiro triunfo de Armin Schwarz, que acabaria por ser a única do alemão no WRC.
Curiosamente, esta prova já teve algumas boas memórias para os portugueses, como por exemplo os triunfos de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva no Grupo N em 1994 (5º da geral) 1995, ano em que foram Campeões, o top 10 de 1996, 9º lugar com o Toyota Celica GT-Four (ST205) ou o sexto de 1997 com o Subaru Impreza 555 semelhante ao que agora correram no Rallylegend, ou ainda o 10º lugar de 1998 com o Toyota Corolla WRC da Grifone.
Mas foram os maus momentos que marcaram os portugueses. Acima de todos a desclassificação de António Coutinho em 1993 quando lutava para ser campeão de Grupo N, o que Rui Madeira conseguiu dois anos depois.
António Coutinho foi vice-campeão do Mundo FIA de Grupo N, em 1993, num ano que terminou de forma polémica com a desclassificação no Rali da Catalunha.
Em 1993, António Coutinho encetou uma carreira no Mundial e teria ganho este campeonato se algumas manobras pouco claras não tivessem ditado a sua desclassificação no Rali da Catalunha, onde ganhou o Grupo N, e perdeu essa pontuação quando nas verificações a barra estabilizadora traseira do seu Escort foi considerada mais estreita do que o imposto pelo regulamento. Uma história muito mal contada, que passados vinte anos é possível olhar com outro distanciamento, mas sempre com a mesma convicção de que ali “houve gato”.
Tudo começou com a participação no Rali de Portugal, prova em que a dupla do Ford Escort Cosworth 4X4 adquirido em Inglaterra, ao conhecido preparador Gordon Spooner, Coutinho terminou na segunda posição do Grupo N. Isto apesar de ter recebido o carro imediatamente antes do começo da prova, e de ter andado com ele três quilómetros antes da primeira especial do rali, o troço do Gradil.
Terminou a primeira etapa a 17 segundos do líder do Grupo N, com um carro aligeirado em 30 cv: “Tirei-lhe potência porque sabia dos problemas ao nível da caixa de velocidades, e para além disso não havia material de substituição”, disse na altura o piloto ao AutoSport.
Para o português, a segunda prova da competição foi a Córsega, e aí Coutinho foi 15º da geral, quinto do Grupo N, passando dessa forma para o comando da Taça FIA de Grupo N. A prova teve alguns percalços, começando logo pelas verificações. No rali, “adotámos uma toada rápida sem arriscar nada e conseguimos fazer o rali sem qualquer problema”. Já na Argentina, nova boa classificação em termos de Grupo N com um novo segundo lugar. Em Sanremo, com imensos especialistas locais, Coutinho foi quinto no Agrupamento, conseguindo um precioso ponto na luta pelo título da competição. No Rali da Catalunha, António Coutinho ficou a um milímetro da vitória no Grupo N. Na prova, as coisas correram muito bem, ainda que Coutinho não pensasse vencer: “Treinei muito, mas nunca pensei em chegar à vitória. Numa altura em que já estava em segundo, ultrapassei o Alessandro Fassina, antes dele ter o problema que o atrasou”, referiu Coutinho, que nesta altura ainda pensava poder ir ao RAC disputar o título com o italiano, mas algumas horas depois tudo ruiu com a desclassificação, devido a uma barra estabilizadora frontal do Escort ter menos um milímetro do que o homologado (28 mm em vez de 29 mm). Coutinho, como a maioria dos privados, recorria a um preparador inglês Gordon Spooner, que lhe enviou uma peça correspondente ao Sierra, por engano.
Foi o próprio Colin Dobinson, responsável máximo da Ford Motorsport, que disse a Coutinho para apelar: “Pague o apelo, pois se tiver razão, devolvem-lhe o dinheiro, se não, envia a factura à Ford, que eu entendo-me com o Gordon Spooner.
Que foi quem lhe vendeu a peça, como homologada. Por favor peça ao Spooner um fax a confirmar o pedido da peça e que foi esta a enviada.” Um Senhor, este Colin Dobinson. Para ajudar à festa, o segundo classificado do Grupo N também foi desclassificado: “Quem pagou o protesto foi o Fassina”, refere António Coutinho, bem recordado do que se passou.
Desta forma, Alessandro Fassina chegou ao primeiro lugar do Grupo N, sem sequer passar pelas verificações finais: “A barra de torção mais fina só prejudicava o comportamento do Escort no asfalto. Em terra não, mas em asfalto nada ganharia em alterar a peça”.
Coutinho ainda pensou em levar a questão para o Tribunal da FIA, mas os homens de Boreham concluíram que era quase impossível ganhar o apelo.
Portanto, facilmente se provou que António Coutinho não tinha qualquer culpa no sucedido, mas na prática, o português viu o título fugir para o italiano Alessandro Fassina, sem ter sequer hipóteses de lutar por ele no RAC, prova que não estava prevista no calendário do português, mas que poderia disputar, já que estaria um título em jogo: “Éramos uma equipa de amigos e competimos nesse ano contra um piloto, o Bin Sulayem que levava dois aviões para as provas, um para ele, outro para a equipa. A verdade é que com a vitória na Catalunha, podíamos ir ao RAC lutar pelo título, onde precisávamos somente de um sexto ou sétimo lugar para ser campeões. O Fassina estava obrigado a vencer e isso não era fácil no RAC, com todos os especialistas locais. Estávamos a festejar no restaurante a primeira vitória no grupo N até que nos comunicaram que havia um problema com o carro. Ficámos perplexos, mas a verdade é que fomos desclassificados. Foi uma coisa muito feia e fiquei muito triste porque podíamos ter sido campeões. Existia uma grande diferença de meios para outras equipas, mas tínhamos uma vontade muito muito grande. Ficou a boa recordação de ter terminado as cinco provas, e terminei a minha carreira nos ralis a tempo inteiro da melhor maneira. Eram provas muito exigentes, com um grau de dificuldade que não se compara aos atuais”, conclui António Coutinho, que desta forma, terminou a época como vice-campeão de Grupo N, provando que em Portugal existiam muitos e bons pilotos.

Anos depois, Miguel Campos, que foi acusado de prática irregular de reconhecimentos fora do prazo definido pelos regulamentos. Na altura, Miguel Campos revelou estar inconformado quanto à decisão tomada pelo Colégio de Comissários Desportivos: “Em janeiro, ninguém sabia ainda por onde iria passar o Rali da Catalunha nem nós sabíamos se estaríamos presentes nesta prova. Para além disso, o relatório falava apenas do Carlos Magalhães e em nenhum momento mencionava o meu nome, ou seja, a suspensão era injusta porque infundada…”
Poucos minutos após ter sido confirmada a exclusão de Miguel Campos e Carlos Magalhães do Rali da Catalunha, Carlos Barros, diretor técnico e desportivo da Peugeot Total Silver Team SG, não nos escondia a tristeza motivada pela “pena” aplicada pelo Colégio de Comissários Desportivos. “Quando decidimos participar na edição 2002 do Rali da Catalunha, o Miguel (Campos) falou comigo por forma a vir até aqui e fazer uma passagem ou duas pelos troços que conhecia, e eu concordei. Sei que não é permitido mas dava-nos vantagem em termos de resultado final, pois é nossa vontade apostar no Miguel em ralis no estrangeiro. Arriscámos, mas nunca pensámos que a penalização fosse assim tão dura, com a possibilidade da suspensão da licença do Miguel e do Carlos (Magalhães), que pode comprometer a continuação do programa de ralis da Peugeot Total Silver Team SG”, reconheceu.
Como curiosidade, o outro piloto acusado de reconhecimentos ilegais conseguiu provar a sua inocência através do testemunho de… um bispo do Vaticano, que garantiu estar junto de Angelo Proietti no dia em que teria cometido a ilegalidade!
Infelizmente, o italiano abandonou na primeira classificativa. Terá sido justiça divina?!

Tags: António CoutinhoRali da Catalunha
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

Artigos relacionados

Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues
Destaque Homepage

Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues

by Fábio Mendes
20 Junho, 2026
Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido
Ralis

Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido

by Fábio Mendes
20 Junho, 2026
Next Post
GP de Miami de F1/2º pelotão: Safety-Car ajuda Mercedes a bater Alfa Romeo

GP EUA F1: Valtteri Bottas confiante no regresso aos pontos

A declaração de Sebastian Vettel: “Adeus, obrigado…”

Sebastian Vettel: a 4 corridas de se despedir da F1 como um dos melhores de todos os tempos

Please login to join discussion
  • Últimas
  • Tendências
  • Comentários
Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues

Rali Castelo Branco: Terceira vitória de Rúben Rodrigues

20 Junho, 2026
Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido

Rali Castelo Branco, PEC11: Rúben Rodrigues com o triunfo praticamente garantido

20 Junho, 2026

F4 Spain, Aragão: Mais uma excelente recuperação de Noah Monteiro

20 Junho, 2026

Fórmula E: Comissários não revertem penalização a Félix da Costa, uma das dez aplicadas durante a corrida

20 Junho, 2026
Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

164
GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

157

GP da Bélgica F1: Hamilton vence e fica a duas de Schumacher

153
GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

147

Sobre

Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

Grupo AutoSport

AutoSport
AutoMais
Clube Autosport

  • Purchase Now
  • Features
  • Demo
  • Support

© 2025 Autosport copyright

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Login
  • Sign Up
  • CLUBE AUTOSPORT
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • HISTÓRICO
  • AUTO+
  • ASSINATURAS

© 2025 Autosport copyright