Se alguém ainda tivesse dúvidas do que significa Sébastien Loeb para a história dos ralis, o que está a fazer neste Rali Catalunha é um bom exemplo disso. Fora dos ralis a tempo inteiro há muito, quando regressa, assim que ‘desemperra’, é como se de cá nunca tivesse saído.
É verdade que está mais velho, as capacidades já não serão as mesmas, é inevitável, é a lei da vida, mas o que tem ainda lhe permite andar ao nível dos que cá estão, e sem menosprezo nenhum para estes, que também são fantásticos. Simplesmente, Loeb , é um piloto de outro nível e por isso pode dar-se a este luxo, voltar a vencer no WRC. Não sabemos se vai acontecer, mas não nos causaria admiração absolutamente nenhuma.
Sébastien Loeb está na frente do Rali da Catalunha depois de ter subido duma assentada de terceiro para primeiro, passando Jari-Matti Latvala e Sébastien Ogier. No final da PE15, Riudecanyes 1, com uma extensão de 16.35 km, passou para a frente do rali com 2.6s de diferença para o finlandês, e na PE16, Santa Marina 1, com 14.50 km, aumentou essa margem para 7.1s face a Latvala.
Thierry Neuville e Dani Sordo passaram para a frente de Elfyn Evans, que não aguentou o ritmo dos homens da Hyundai e Ott Tanak também subiu à sétima posição, por troca com Esapekka Lappi.
Desta forma, Loeb vai para os últimos dois troços com um avanço de 7.1s que não sendo decisivo, é significativo já que os troços são exatamente os mesmos.
Há aqui um fator que pode também ter pesado nesta mudança de líder, pois, exceção feita a Latvala, a quem os pontos da PowerStage não interessam tanto, a não ser para roubar pontos aos adversários de Tanak, Loeb não teve essa preocupação com os pneus nestes dois troços, enquanto os restantes podem ter tido alguma, pois os pontos da PowerStage são muito importantes para as contas finais.
Dentro de pouco mais de um hora arranca o primeiro dos dois troços finais do Rali da Catalunha.
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