O futuro de Kris Meeke e Hayden Paddon na Citroën e Hyundai ficou comprometido com os despistes de ambos no Rali de Portugal. O norte-irlandês, conhecido pela sua inconsistência e excesso de fogosidade, conseguiu partir o roll-bar do seu C3 WRC num aparatoso capotanço na PE12 (Amarante 1), numa altura em que já rodava no sétimo lugar, sobretudo devido aos furos.
Ninguém duvida da sua velocidade, o ano passado foi o único que conseguiu dar ao C3 WRC triunfos, mas este ano apesar do carro estar bem melhor, está difícil dos repetir. Em conversa com Pierre Budar, o seu chefe de equipa, este confessou que o nível do WRC cresceu do ano passado para este – todas as equipas elevaram o seu nível – e por isso as melhores qualidades do carro são agora mitigadas, e os pilotos da Citroën não estão a ajudar muito, e estará aí a grande dificuldade da equipa.
Já o neozelandês regressava ao Mundial depois do quinto lugar na Suécia e era o comandante do rali quando deitou tudo a perder na PE7 (Ponte de Lima 2), onde sofreu um acidente que obrigou à neutralização da prova e o atirou para o hospital. E logo num rali onde tinha sido nomeado pela Hyundai para pontuar para os Construtores. A Hyundai deu tempo a Paddon para ‘curar’ as maleitas do facto de um seu despiste (Monte Carlo 2017) ter matado uma pessoa. Isso afetou muito o piloto, mas este, ano e meio depois, ainda não conseguiu voltar ao nível que mostrou em 2016. Quase de certeza que um dos dois, Dani Sordo e Hayden Paddon, ficará fora da equipa em 2019, por isso é importante que Paddon mostre mais.










