Para quem pulula nas redes sociais tudo é fácil “faça-se assim, faça-se assado”, mas quem tem de lidar com a dura realidade das coisas, estas são normalmente bem mais difíceis. Isto a propósito do Rali da Alemanha ter sido definitivamente cancelado. E só o foi quase “por cima do cadáver” dos organizadores que lutaram imenso para que fosse possível realizar a sua prova.
Tudo começou quando em junho, a chanceler alemã Angela Merkel estendeu até outubro a proibição de grandes ‘ajuntamentos’. O Rali estava previsto para 15 a 18 de outubro, mas os organizadores não desistiram: A prova só era viável com venda de bilhetes ao público, e estes já tinham sido vendidos em novembro de 2019. Só que a Covid-19 tudo mudou e a primeira medida foi retirar os troços das vinhas das zonas rurais do Saarland, e fazer o rali inteiramente na zona militar Baumholder, o local ideal para policiar os espetadores.
Contudo, as autoridades regionais foram inflexíveis, e só autorizavam até 350 pessoas no evento, incluindo os pilotos, equipas e pessoal do rali, que em condições normais numa prova do WRC já excedem esse número. A falta de receitas não deixava margem e o cancelamento foi inevitável.
Estes exemplos vindos de fora, permitem perceber o esforço que está a ser feito em Portugal por quem tem de colocar provas de pé, e por isso, ao invés, como se vê muitas vezes, criticarem as organizações por “dá cá aquela palha”, é bem melhor olhar para o que de bom está a ser feito, mesmo que nem tudo corra bem, como foi agora o caso do cancelamento do Rali dos Açores.












