Ott Tänak esteve imparável no Rali do Ártico/Finlândia e triunfo com grande facilidade.
Ott, primeira vitória da época, e certamente um triunfo com estilo. Gostaste da experiência no Ártico?
“Sem dúvida. Foi uma experiência incrível, as condições não poderiam ter sido melhores. Os troços foram mais do que exigentes, rápidos mas ainda assim complicados em muitas zonas. Em termos globais, o desafio que tivemos este fim-de-semana valeu definitivamente a pena”.
Depois das sessões de testes, com temperaturas que desceram até aos 30 graus negativos, o tempo mudou ligeiramente este fim-de-semana, notaste alguma diferença?
“Foi agradável porque pudemos ficar fora do carro um pouco entre os troços. Acho que se estivessem 30 graus negativos, teria sido bem menos agradável…”
Mas notaste alguma diferença em termos de desempenho e da reatividade dos pneus?
“É difícil de dizer. Quando realizámos o teste pré-evento, na verdade, tínhamos uma superfície e condições de estrada muito diferentes. A partir daí, foi difícil comparar alguma coisa. Fizemos um pequeno evento na Estónia, mas as condições também eram diferentes. No inverno, é fácil conseguir alguma neve fresca e condições diferentes, por isso, quando viemos para aqui e fizemos os reconhecimentos, compreendemos que as circunstâncias seriam diferentes e, obviamente, estas estradas tiveram um rali há um mês. Foi definitivamente complicado em algumas zonas, mas o WRC precisa de ser exigente. Foi um rali agradável”.
Nos tempos em que vivemos com a Covid-19, estamos a assistir a alguns novos eventos que entram no calendário e que trazem alguns novos desafios, é preciso fazer notas de andamento novinhas em folha, os troços são completamente novos, gostas desse novo desafio?
“Torna sempre as coisas um pouco mais abertas. Quando aqui chegámos, não sabíamos realmente o que esperar ou o que iria acontecer, quem iria ser mais rápido e como gerir os pneus. Se chegamos a um novo evento, nunca se sabe realmente, é preciso aprender enquanto se conduz. É preciso reagir rapidamente a algumas coisas e provavelmente, sim, é no início do rali que se pode fazer a maior diferença. Porque durante o evento, todos vão aprender e reagir e as diferenças começam a ficar cada vez mais pequenas. Para mim, sabia que teria de fazer uma boa diferença desde o início e depois construir alguma margem”.
Em primeiro lugar, esta atuação sugere que estamos a começar a ver o Ott Tänak de 2019 e, em segundo lugar, estás intrigado com o facto de esta ser apenas a tua segunda vitória no WRC desde que te juntaste à Hyundai?
“Claro que queres ganhar todos os eventos, mas as coisas não estão a ser tão suaves e, de um modo geral, os tempos têm sido, de alguma forma, mistos e estranhos. As coisas não têm sido muito simples. Mas esperemos que este ano, com uma temporada muito mais longa pela frente, podemos ter uma sensação mais consistente”.
Quão orgulhoso estás desta vitória, dado o dececionante Rali de Monte-Carlo para a Hyundai?
“Digamos que eu não pensava no Monte quando aqui chegámos. Era mais importante obter o bom resultado aqui. O maior desafio foi o Kalle e, obviamente, os Toyota. Ele é o único que fez estes troços neste carro no ano passado e, obviamente, tem sido sempre muito rápido neste tipo de estradas e já começa a ter alguma experiência também. Ele está a tornar-se cada vez mais rápido, não há dúvida. Já sabia que ia ser um grande desafio este rali com ele. Mas digamos que, este ano, funcionou e, esperemos, continuar assim. Mas no futuro, tenho a certeza de que ele será um piloto muito rápido”.












