Em declarações à revista italiana Rallyissimo, Sébastien Ogier reforçou as críticas que o levaram a ser multado em 30.000€ no rali da Grécia, e já deixou claro que não vai deixar de dizer o que tem a dizer. Aceitou a multa devido à forma como se expressou, embora tenha deixado claro que não insultou ninguém, mas mostra-se preocupado que a mensagem não tenha passado.
Tudo de deveu ao facto do francês insistir que tendo em conta a meteorologia, sem vento, a pó era imenso e nem três minutos eram suficientes para que este se esbatesse, e na altura disse: “É frustrante ver que o nosso desporto nunca aprende. Sabíamos que havia pó e ainda há pó no ar, mas eles dizem não. O que eles pensam? É uma loucura”. Os Comissários não aceitaram a ‘sugestão’ e ainda o multaram em 30 mil euros e Ogier entende que era uma questão de segurança: “é triste ver como eles tentam nos silenciar em questões como essa”.
Compreende-se a dificuldade de certas organizações, porque estender um conjunto de concorrentes e estes passarem a partir de 4 em 4 minutos tem consequências, porque impacta na estrutura da prova que foi pensada para determinados contextos, mas quando se coloca em causa a segurança, e o pó é uma questão de segurança, fica difícil de entender porque a palavra segurança devia estar na frente de tudo o resto, porque um rali é entretenimento, mas o que é fundamental e não negociável é que todos de lá saiam vivos, e se possível sem ferimentos decorrentes de acidentes causados pela falta de visibilidade, causada pelo excesso de pó no ar.
Quando uma organização, apoiada pela FIA, que está presente, prefere atacar a ‘forma’ e marimbar-se para o ‘conteúdo’, está tudo dito…










