Sébastien Ogier não teve muita sorte com a Citroën em dois momentos. Sendo verdade que foi a equipa que lhe deu oportunidade de ‘nascer’ para o WRC, uma década depois, Linda Jackson, diretora da Citroën, anunciou a saída prematura da equipa com esta bela tirada: “A nossa decisão de parar o programa WRC no final de 2019 é motivada pela decisão de Sébastien Ogier de deixar a Citroën Racing.” No mínimo, o francês não merecia isto, mas esta não é a primeira vez que Ogier é ‘lixado’ na Citroën.
Em 2011, numa altura em que a disputa do lugar de primeiro piloto no seio da equipa era um dos principais focos de interesse da temporada, com Loeb e Ogier a envolverem-se em várias picardias, Olivier Quesnel explicou-nos, an altura, o que se passou: “Tudo começou porque Loeb deveria abandonar o WRC no final do ano (2011). Ele estava farto das regras e de ser prejudicado por ter que ser o líder do campeonato a abrir a estrada em todos os ralis. Nessa altura, pedimos à FIA para mudar essa regra para 2012, com o apoio da Ford, mas a FIA negou-nos a pretensão. Simultaneamente, Ogier já tinha em cima da mesa uma proposta da Ford para 2012, o que significava que se a ele aceitasse, a Citroën ficaria sem pilotos de topo! Assim, decidimos segurar Ogier na equipa. Sabíamos que ele queria ficar, mas para o segurar, nesta fase, tivemos que lhe igualar o estatuto dentro da equipa face a Loeb.
Entretanto, na Sardenha, o Loeb soube que a FIA iria mudar as regras no final do ano e disse-nos que gostaria de se manter na equipa. A sua decisão alterou-se porque a FIA passou a prever mudar os regulamentos”, esclareceu Quesnel. Mas poderia ter sido evitada toda esta confusão que fragilizou a equipa? “Bom, eu preferia que Loeb me tivesse dito no início da temporada que ficava para 2012 e talvez 2013, mas não pude fazer nada. De qualquer modo, são boas notícias continuarmos a ter Loeb na equipa”, desabafou o patrão da Citroën. Quanto a Ogier, nem (mais) uma palavra…
Portanto, como se vê, o tempo viria a dar razão a Ogier, embora se compreenda que Quesnel ficou de mãos atadas, mas agora, esta tirada “vamos por causa dele…”, era desnecessária.









