Yves Matton deu uma entrevista à AutoHebdo em que explica melhor as razões pelas quais o calendário do WRC 2020 ainda não foi tornado público. A ideia de Matton e da FIA é fazer rotatividade e chegar a um calendário de 16 provas, que permita acolher mais eventos e alargar o campeonato a outras paragens. O objetivo é ter oito ralis na Europa e oito fora dela. O belga falou na China, Rússia e EUA como objetivos a médio prazo…
Esperava-se o calendário de 2020 em junho, mas nessa altura, com a FIA e o Promotor com os ralis do Japão e Safari em mãos para entrar, e sabendo que as equipas não querem que o calendário se alargue a curto prazo, decidiram pedir ao Conselho Mundial da FIA para pensar num sistema de rotatividade – que já existiu no passado e deu maus resultados – sendo essa a solução encontrada. Dessa forma, as provas atuais do WRC não saem, mas sim ‘rodam’. Matton revelou que há vários organizadores quem acolheram bem a ideia de rotatividade, pois tira-lhes alguma pressão a vários níveis.
Quanto às provas a sair, falou na importância do mercado automóvel, quando lhe falaram do Rali da Alemanha, mas também não deixou de dizer que dessa forma terão a possibilidade de corrigir pontos fracos no seu evento, que existem. Portanto, ainda sem sabermos que provas sairão em 2020, para além da Córsega que já é um dado adquirido, o mais recente rumor foi a saída da Espanha. Antes tinha-se falado da Alemanha, por isso, o melhor é esperar…
A isto junta-se o facto de Matton dizer que tem nas mãos quatro ou cinco dossiers com países que querem entrar no WRC. Mas escusou-se a dizer quais. Todos eles terão que ter provas candidatas antes duma possível entrada no WRC. Mas há exceções. Quando acima falámos de provas como a China, Rússia e EUA, Matton explicou que nestes casos o processo terá de funcionar doutra forma, pois é maior o interesse da FIA em tê-las no calendário do que o contrário. Nestes casos, é provável que a FIA tenha que arranjar uma ‘task force’ organizativa, para colocar de pé eventos nestes países. A recente experiência da China foi uma lição para a FIA. E uma ‘task force’ não é nada de muito estranho, pois, por exemplo Portugal ‘exporta’ diretor de prova para outras latitudes, e ter uma equipa nos respetivos países, e ter gente experiente que vem de fora para ajudar a avançar, não é nada de demasiado complicado…
Por fim, Yves Matton diz que o Rali Safari entra, porque é preciso uma prova em África, mas também diz que depois do primeiro ano será feita uma avaliação, pois os ‘standards’ do WRC não podem ser beliscados. Pelo menos reiteradamente…












