WRC: Luta pelo título Mundial de Ralis difícil para Rovanpera, mas nem pensar ‘descartá-lo’…
A comunidade dos ralis prepara-se para assistir a um duelo fratricida épico pelo título mundial, com os três mosqueteiros da Toyota – Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanperä – separados por apenas 21 pontos numa batalha que promete ser decidida nos últimos metros das especiais finais.

Ogier comanda com 224 pontos, mas Evans respira-lhe no pescoço a apenas dois pontos de distância, enquanto o jovem finlandês Rovanperä, com 203 pontos, espreita como um predador à espera do momento certo para atacar. Entretanto, Ott Tänak (181 pontos) vê-se relegado ao papel de espectador privilegiado desta ‘guerra civil’ Toyota, com a Hyundai a assistir impotente ao espetáculo de uma marca rival que monopoliza as hipóteses de título.
Nunca na história recente do WRC uma única equipa concentrou tanto talento numa luta tão equilibrada – um luxo que pode transformar-se no pesadelo de ter de escolher entre três campeões em potência quando as luzes se apagarem na última especial da temporada.
Mas há muito ainda pela frente, e embora Kalle Rovanperä, o jovem prodígio finlandês da Toyota Gazoo Racing, reconheça que as suas esperanças de conquistar um terceiro título no WRC não terminaram, acha que a tarefa se está a tornar progressivamente mais árdua. Após um desafiante Rali do Chile, o piloto de 24 anos sublinhou a necessidade de “resultados verdadeiramente bons” nas rondas finais da época. Contudo, longe de nós a ideia do retirar desta luta. Na verdade, talvez mais do que com Evans, será com Rovanpera que Ogier se deve preocupar mais..
A luta pelo Campeonato Mundial
Com apenas três rondas restantes no calendário, Rovanperä desceu para a terceira posição na classificação geral, encontrando-se a 21 pontos do novo líder e colega de equipa, Sébastien Ogier. Esta diferença coloca uma pressão acrescida sobre o finlandês, que precisa de um desempenho impecável para reverter a situação e manter viva a ambição de ser tricampeão mundial.
A dupla jornada sul-americana, que incluía o Rali do Paraguai e o Rali do Chile, poderia ter sido crucial para Rovanperä acumular pontos significativos. No entanto, a sorte não esteve do seu lado. No Rali do Paraguai, o piloto sofreu um infeliz furo no pneu dianteiro direito na 14ª especial, enquanto liderava a prova, o que desfez quaisquer esperanças de um lugar no pódio.
No Chile, a história repetiu-se com um revés similar. Após vencer as duas primeiras especiais e assumir a liderança do rali, um erro invulgar resultou na saída do pneu do aro, após contacto com uma berma. Este incidente custou-lhe mais de um minuto, um tempo irrecuperável que o levou a terminar em sexto lugar, a 1 minuto e 35,7 segundos do vencedor, Sébastien Ogier. Rovanperä deixou o Chile com apenas 12 pontos.
“Obviamente, não foi um bom fim de semana. Não acabou, mas também não está bom; precisamos de resultados verdadeiramente bons”, afirmou Rovanperä, visivelmente frustrado. O piloto também apontou a influência da sua posição na estrada e a falta de ritmo em diversas condições: “Penso que a [posição na estrada] me estava a afetar mais do que o esperado e também não temos um bom ritmo em muitas condições; só em piso molhado é que tivemos ritmo, e assim que secou, o ritmo desapareceu.”
Sobre a batalha pelo título, Rovanperä foi direto: “A [luta pelo título] está a tornar-se cada vez mais difícil. Precisávamos de bons resultados aqui, especialmente antes dos ralis de asfalto, mas não os conseguimos.” E elogiou o seu colega de equipa: “Ele [Sébastien Ogier] está a fazer um trabalho excelente este ano e está a liderar o campeonato, como deve ser — conseguiu bons resultados. É bastante claro que precisaremos de algumas vitórias se quisermos ter alguma hipótese.”
O regresso ao asfalto na Europa Central
O campeonato regressa à Europa no próximo mês com o Rali da Europa Central, que marca o primeiro evento em asfalto desde que Rovanperä dominou a prova no Rali Ilhas Canárias, em abril. Questionado sobre se o regresso aos pisos de asfalto poderia oferecer uma oportunidade para repetir o desempenho, o finlandês manteve-se cauteloso. “Será um tipo de rali muito diferente. Há muita sujidade e cortes, não será o mesmo, mas vamos tentar fazer o mesmo que lá [nas Ilhas Canárias].”
A capacidade de adaptação de Rovanperä a diferentes tipos de piso e a sua resiliência serão postas à prova nas últimas rondas. A experiência de Ogier e a sua atual forma representam um desafio considerável, mas a história do WRC é rica em reviravoltas inesperadas, o que mantém a emoção em alta para o desfecho desta época.
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