Ainda poucos falaram disto mas há um “elefante na sala” que está a preocupar algumas pessoas, mas que é real. Sendo verdade que algumas questões técnicas dos novos Rally1 foram decididas dessa forma, muito por causa dos custos, há outras que estão a surgir e a causar preocupação nas ‘hostes’.
Exemplos de regras para reduzir custos? As caixas de cinco velocidades, inexistência de diferencial central, entre outros.
Há um ‘item’ que encarece muito, a parte híbrida. Mas essa era inevitável. Depois, convém lembrar que as três equipas estão a trabalhar em dois planos, o campeonato de 2021 e o carro de 2022.
Por fim, há outro detalhe que está a causar alguma apreensão:onde, quando e como as equipas vão gastar os 100kW de ‘boost’ nos troços.
Não é tanto porque gastar energia custe dinheiro, mas sim estudar a melhor estratégia para o fazer.
Na Fórmula 1, quando a estratégia de corrida começou a ser cada vez mais determinante, as equipas passaram a ter várias dezenas de pessoas a trabalhar nesse particular, e a FIA teme que algo semelhante suceda nos ralis, com os estrategas a estudar os percursos, para determinar onde e quando o uso dos 100KW fazem mais sentido.
Para isto é preciso conhecer ao milímetro os troços, pois isso vai fazer a diferença.
Portanto, há 100 KW para gastar, mas a FIA não quer que se gaste muito dinheiro a simular onde os gastar.
Yves Matton já disse que é intenção da FIA fechar as portas ao máximo a toda e qualquer questão que encareça a competição, e neste momento, quando se pensou inicialmente em haver 10 possibilidades de utilização (uma por troço) de acionamento da potência híbrida, Matton já diz que está mais perto de três, precisamente por causa dos custos: “Se lhes dermos muitas zonas para usar a parte híbrida, e ao mesmo tempo muitas restrições em termos de regulamento, as equipas vão precisar de colocar pessoas a trabalhar de modo a ultrapassar essas restrições.
Todas as semanas há reuniões sobre a melhor forma de encontrar um equilíbrio. Talvez nem todos concordem com a filosofia, mas queremos ser claros: não vai haver gastos ilimitados, e não queremos deixar a porta aberta em termos de regulamentos. Por causa disto, a última proposta em cima da mesa passa por reduzir quase drasticamente as possibilidades de implementação da parte híbrida”, disse Matton ao Dirtfish.











