Para quem esteve a 5 de março de 1986 na Serra de Sintra e um ano depois sentado nas bancadas do Autódromo do Estoril a ver a primeira especial do Rali de Portugal de 1987, ficou logo a saber que os carros de ralis estão completamente fora do seu ‘habitat natural’ quando competem nos circuitos.
Ponto prévio: nada contra essa ida do WRC a circuitos, ou mesmo a estádios como já aconteceu no Rali de Portugal, no Estádio Algarve em 2007, 2009 e 2010. É um ‘mal’ necessário.
Leva a competição a ‘novos olhos’, e num mercado competitivo, quantos mais se deixarem seduzir, melhor. Mas não é natural.
Ver os WRC a fazer o gancho de La Source, em Spa, a descida para Eau Rouge, o Raidillion, só mesmo pelo encanto do momento, porque aqueles carros passam completamente ao lado deste traçado.
É claro que o relógio conta na mesma, e fica na história que em menos de dois anos o WRC foi a duas catedrais do desporto motorizado em geral, Fórmula 1 em particular, Monza e Spa-Francorchamps.
Ver os WRC a ‘fazer’ o banking de Monza ou o Raidillion fica registado, mas tão somente isso.
Já a sua passagem pela nova pista de ralicross de Spa, isso sim, faz algum sentido, como fez a super-especial do Estoril do Rali de Portugal de 1988 e 1989, que se dividiu entre a pista e as estradas de serviço do Autódromo do Estoril. Aí, já se viu ‘algum’ rali. Seja como for, hoje falou-se muito mais do WRC, porque foi a Spa, e essa era a intenção, portanto troca-se o “bem que faz pelo mal que sabe…”








