Elfyn Evans regressou às vitórias na Finlândia, o que já não sucedia desde o Rali de Portugal. Estreou-se a vencer no país dos finlandeses voadores, numa prova que teve boa luta pelo triunfo com Ott Tanak e Craig Breen, com os homens da Hyundai a terminaram no pódio. Para que se perceba a confiança com que encarou esta prova, venceu a PowerStage. Com 24 pontos de diferença para Sébastien Ogier, tudo está ainda em aberto para os dois últimos ralis em Espanha e Monza. E parabéns também para o Rui Francisco Soares, que tem também, como se sabe, ‘mão’ neste triunfo
Desde 2016 que um piloto britânico não vencia o Rali da Finlândia, Kris Meeke, e ao longo da história da competição, nem Colin McRae o conseguiu, num palmarés que tem muito poucas exceções para lá dos nórdicos. A ‘era’ dos D. Sebastião, Loeb e Ogier, também deixaram a sua marca, mas nas 47 edições da prova, a grande maioria foram ganhas por finlandeses ou nórdicos. Mas não desta vez. Apesar de recentemente ter dito não perceber muito bem porque não estava a conseguir vencer ralis com médias de velocidade altas, Elfyn Evans mudou o ‘chip’ para esta prova e esteve em grande plano, conseguindo sobrepor-se aos dois pilotos da Hyundai, Ott Tanak e Craig Breen, que muita luta lhe deram.
Ott Tanak cedo foi para a frente, nessa altura Evans chegou a estar a 11.3s numa prova em que cinco pilotos cabiam nessa margem. Depois foi a vez de Craig Breen passar para a frente, o top 5 chegou a ‘caber’ em 7.9s, mas na manhã de sábado o piloto galês esteve imparável, passado para o comando do rali logo na segunda especial do dia, com o top 3 separado por 2.3s. Uma prova muito competitiva, que Evans tratou de dominar, mas sempre com uma curta margem para os adversários, mostrando grande consistência, sendo que os adversários diretos, Tanak e Breen nunca se deixaram ficar muito para trás.
Na segunda metade do dia de sábado, mesmo com Tanak a tentar atacar, Evans só lhe permitiu recuperar 0.6s, o que não tendo decidido o rali, deixou o ónus de ter que arriscar muito a Tanak. E o estónio ainda tentou, mas Evans reagiu e assegurou uma bela vitória, que aliada ao menos bom resultado de Sébastien Ogier, abre perspetivas bem diferentes no campeonato, e põe alguma pressão em Ogier. Não irá para a Catalunha e Monza tão à vontade como poderia.
Grande prestação de Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota Yaris WRC), que apesar da pressão de Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai I20 Coupé WRC) e Craig Breen/Paul Nagle (Hyundai I20 Coupé WRC), foram claramente mais fortes que o duo de duplas da Hyundai, oferecendo ao Toyota Yaris WRC o seu quarto triunfo consecutivo no Rali da Finlândia, um de Esapekka Lappi, dois de Ott Tanak e agora, Elfyn Evans.
Tanak repete o segundo lugar do Rali da Grécia, mas triunfos este ano, só mesmo no Ártico, no início do ano. Craig Breen, três pódios nos três últimos ralis. Notável.
Esapekka Lappi/Janne Ferm (Toyota Yaris WRC) foram quartos, um grande resultado para quem já não andava de WRC há 10 meses.
Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Toyota Yaris WRC) terminaram em quinto, não pontuaram na PowerStage, numa prova apagada. O Rali da Finlândia nunca foi a sua ‘praia’, mas esteve mais apagado do que o costume.
Gus Greensmith/Elliott Edmondson (Ford Fiesta WRC) e Adrien Fourmaux/Alexandre Coria (Ford Fiesta WRC) foram sexto e sétimo, Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota Yaris WRC), Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai I20 Coupé WRC) e Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota Yaris WRC) os grandes azarados do rali, já que ficaram pelo caminho. O jovem finlandês nem sequer participou na PowerStage devido a dores nas costas. E com o troço a terminar com aquele longuíssimo salto, talvez tenha sido prudente…








