Não é uma ideia que agrade a muitos, mas para reagir aos efeitos da pandemia, pode ser a solução provisória.
Curiosamente ainda ontem escrevemos um artigo em que alertávamos para a possibilidade da diminuição dos custos no WRC poder significar plantéis mais compostos e é exatamente isso que diz Esapekka Lappi, ao referir que espera que os carros mais ‘simplificados’ possam tornar o Campeonato do Mundo de Ralis numa “série adequada”, aumentando o número de inscrições no nível mais alto dos ralis.
Apesar de no Rali da Finlândia já estarem previstos 10 ou 11 WRC, cinco para a Toyota, três para a Hyundai e provavelmente dois ou três para a M-Sport (a única que não confirmou o seu line-up) essa não deve ser a bitola daqui para a frente, pois vai depender das provas que realizarem Gus Greensmith (M-Sport) e Takamoto Katsuta (Toyota).
Neste momento só pilotos mesmo muito endinheirados têm capacidade de correr como privados no WRC, e tal como diz Lappi, se for conseguido uma drástica redução dos custos dos carros no WRC seja possível ter bem mais concorrentes nos Rally1.
Sabe quantos A8 (WRC) se inscreveram no Rali de Portugal de 2007 que marcou o regresso da prova portuguesa ao WRC? 24! Em 2016 foram 18. O ano passado, 10: “De certeza que seria mais interessante para nós pilotos e também para os adeptos se houvesse 20 carros de topo. Esse sim, seria um número adequado, agora falta-nos um pouco de número de pilotos. Tenho a certeza que podemos manter a velocidade dos carros e provavelmente manter a segurança também, mesmo que tornemos os carros mais simples”, disse.
Tendo em conta como as coisas estão, e devido ao previsível impacto da Covid-19 no WRC, já há quem sugira, por exemplo Craig Breen, piloto da Hyundai, uma fórmula baseada nos Rally2 como o caminho a seguir: “Só precisamos de encontrar um bom compromisso, mas certamente seria muito bom para o desporto se pudéssemos ter um mínimo de 15 pilotos. Haveria lugar para mais pilotos talentosos”.










