Na 11ª especial do Rali da Arábia Saudita, PEC11 – Wadi Almatwi 1, com 24,90 km, considerada uma das mais duras até agora, Ott Tänak (Hyundai i20 N Rally1) consolidou o ataque à frente do rali.
O estónio foi o mais rápido, ganhando 1,8 segundos a Martins Sesks (Ford Puma Rally1), 2,4 a Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) e 3,1 a Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1), ficando agora a apenas 9,2 segundos do líder. “Neste troço não nos podíamos sentir confortáveis”, admitiu Tänak, num rali que pode ser o seu último por um ano, onde está a arriscar tudo para vencer a segunda vez este ano.
Sabendo que Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) e Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1) não têm forma de chegar mais à frente, as suas hipóteses de levar um Hyundai bem menos competitivo que o Toyota sobem muito.
Fourmaux mantém a liderança, mas com margens mínimas: 2,9 segundos para Sesks e 4,5 para Pajari. Sesks, segundo, reconheceu: “No começo houve zonas onde poderia ter sido mais rápido, mas tudo bem”. Pajari, quarto, acrescentou: “Ainda deveria pressionar mais, mas estou a tentar ser inteligente”. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) segue quinto, a 43,1 segundos, após partir o amortecedor traseiro-esquerdo: “Felizmente não há saltos nesta etapa”.
O dia complicou-se para Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), líder do Mundial, que sofreu um furo nos quilómetros iniciais e parou para trocar o pneu, caindo para 10º, atrás de Grégoire Munster (Ford Puma Rally1), ficando a 12,8 segundos. “Tivemos um alarme de furo no início. Tivemos de mudar, não é o ideal”, lamentou Evans, confirmando que mesmo sem o incidente dependeria de problemas alheios para recuperar. Portanto, nada muito muito para o galês. Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), ao saber do furo do rival, geriu o risco e fez o oitavo tempo: “Fui cauteloso, é apenas uma lotaria aqui”, ecoando as previsões iniciais sobre as pedras nos troços.
Outros enfrentaram percalços: Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1) teve furo no dianteiro-esquerdo perto do fim e apanhou pó de Evans – “Felizmente aconteceu perto do fim, mas perdemos tempo; pena, pois precisamos de todos os segundos”. Takamoto Katsuta (Toyota) evitou riscos: “Com certeza não estava a forçar para evitar um furo”. Munster alertou: “A segunda passagem será muito exigente”, enquanto Nasser Al-Attiyah (Ford Puma Rally1) recordou paragens anteriores: “Na especial anterior havia muitos camelos e tivemos de parar; aqui vai estar muito esburacado com mais carros”. Neuville sobreviveu às avarias mecânicas, num terreno que reforça o caráter imprevisível da prova.











