Andreas Mikkelsen foi campeão Europeu de Ralis e venceu também o WRC2. Em condições normais devia ser um “bilhete só ida” para o WRC, mas hoje em dia as coisas estão muito longe de ser assim, pois o plantel do Mundial de Ralis que recebe para correr é muito curto e o norueguês está num limbo que é hoje em dia muito estranho.
É verdade que já esteve no WRC ao mais alto nível e ficou nesse mesmo limbo, pois em três anos de Hyundai, não fez o suficiente para que qualquer das equipas que ficaram no WRC depois da saída da Citroën sentissem que precisavam dele. Foi para a Skoda, ganhou como nunca, mas agora é-lhe difícil regressar para onde quer…
É verdade, foi um ano de sonho para Andreas Mikkelsen. O norueguês mostrou que não lhe falta ritmo na maquinaria do Rally2, mas isso levanta a questão: o que se segue?
Mikkelsen já experimentou a vida no WRC, tendo guiado para a Volkswagen de 2013 a 2016 e mais recentemente para a Hyundai Motorsport entre 2017 e 2019.
Muitos diriam que uma progressão natural deveria estar de volta ao topo do desporto, uma vez que o WRC entra numa era híbrida totalmente nova a partir de 2022, mas, como diz Mikkelsen, não é assim tão fácil: “Claro, adoraríamos estar de volta ao WRC, mas é muito difícil neste momento e não há muitos lugares disponíveis”.
“Há muitos bons pilotos por aí, por isso é muito, muito difícil neste momento”, disse.
A Hyundai e a Toyota já anunciaram a sua lista de pilotos para 2022, deixando a M-Sport Ford como a única equipa sem o line up totalmente confirmado: “Sinto que somos os primeiros da fila se algo acontecer, mas como eu disse, não é fácil. A única coisa que posso realmente, realmente, fazer é apenas garantir que sou o primeiro na fila quando a oportunidade surgir e espero que voltemos a estar na fila”. “Vamos ver. Para já, é difícil”.








