O desporto automóvel é rico em histórias de ‘encantar’, e o que se viveu na M-Sport em 2017 é um desses contos. Tudo começou logo no facto de Malcolm Wilson ter sido capaz de contratar o melhor piloto do plantel, Sébastien Ogier. Longe de criar a ideia que isso era suficiente, a verdade é que a mais pequena equipa das quatro que militam no WRC fez das tripas coração e tudo ultrapassou para permitir aos seus três pilotos brilhar, todos eles a grande altura.
Contratando Ogier a meio de dezembro isso também significava que pouca influência o então tetracampeão teria no desenvolvimento do carro. Acelerando o filme até outubro deste ano, a M-Sport superiorizou-se a três das maiores construtoras de automóveis do mundo, vencendo o título de Pilotos e Construtores, este último pela primeira vez desde 2007, sendo que desde 1979 não se via um piloto ser Campeão do Mundo de Ralis aos comandos de um Ford.
Ogier esteve longe de ser um piloto dominador, como tinha sido nos seus quatro anos de VW, e pode mesmo dizer-se que não foi o mais rápido, embora tenha sido o melhor. A consistência de resultados dos seus três pilotos foi o segredo do sucesso, pois sendo verdade que Ogier foi gerindo a diferença pontual no campeonato – que ainda assim chegou a estar ameaçado por Thierry Neuville – a verdade é que enquanto a Hyundai quebrou nos ralis da Finlândia, Alemanha e Espanha, isso não sucedeu com a M-Sport. A juntar a isto, os triunfos de Ott Tänak em Itália e na Alemanha e o de Elfyn Evans em Gales não só os colocaram na linha da frente dos pilotos de futuro no WRC como fizeram do Ford Fiesta WRC o carro mais vitorioso do ano.
A M-Sport é mesmo um caso de sucesso. A decisão de Ogier ficar, prova que a equipa vai ter melhores condições para repetir os feitos. Também por isso, 2018 promete…
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