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TOP 5 – OS MELHORES PILOTOS DO RALI DE PORTUGAL


Alguns dos melhores pilotos do mundo associaram para sempre o seu nome à principal prova de estrada realizada em Portugal, até ao final do Séc. XX.

1 – Markku Alen – O recordista de triunfos
Quando se fala do Rali de Portugal, há um nome que vem sempre à conversa: Markku Alen, único a vencer a prova por cinco vezes (até ao final do Séc XX). Apesar de nunca ter sido Campeão do Mundo (foi-o por 11 dias em 1986, até a FISA anular o Sanremo e retirar-lhe o título), somou 19 vitórias e 56 pódios entre 1973 e 2001. Garantiu o primeiro triunfo em Portugal (e da sua carreira) em 1975 com um Fiat 124 Spyder, voltando depois a ganhar em 1977, 1978 e 1981, sempre aos comandos do 131 Abarth. Integrando a equipa Lancia a partir de 1982, regressaria aos triunfos apenas em 1987, na estreia do Delta 4WD.

2 – Miki Biasion – Três de seguida
Foi talvez a escolha menos consensual deste ‘ranking’, justificando a vice-liderança essencialmente por ter sido o único piloto a impor-se por três vezes consecutivas no Rali de Portugal, todas ao serviço da Lancia. O início da ‘era Biasion’ dá-se em 1988, numa edição que foi quase um ‘passeio’ para o futuro Campeão do Mundo, sobretudo após Alen desistir com um problema na transmissão do Delta Integrale. No ano seguinte, a Lancia monopolizou o pódio e ‘Miki’ esteve mais à vontade que Alen e o novo recruta da equipa, Didier Auriol. Em 1990, em mais um rali dominado pela marca italiana, Biasion voltou a ser o mais forte e assegurou o inédito ‘hat-trick’, agora à frente de Auriol e Kankkunen.

3) Hannu Mikkola – A sombra de Alen
Tal como Biasion, também Mikkola somou três vitórias em Portugal, ainda que mais espaçadas no tempo e ao serviço de duas marcas diferentes. Ao volante de um Ford Escort 1800, dominou a edição de 1979 (onde a Fiat esteve ausente): venceu 19 especiais, liderou desde a oitava e deixou Bjorn Waldegard a 2m44s de diferença! Após jejum de quatro anos, voltou à carga em 1983, impondo agora o Audi Quattro ao Lancia Rally 037 de Alen. E porque não há duas sem três, novo triunfo em 1984, num rali decidido na demolidora passagem por Arganil. Esta foi também a penúltima de 18 vitórias de Mikkola em 20 anos de carreira no Mundial (1973 a 1993).

4) Carlos Sainz – A marca de El Matador
Foi no Rali de Portugal de 1987 que fez a sua estreia no Mundial e que também venceu a sua primeira classificativa, logo na PEC 1. Mas foi só em 1991, na sua terceira participação (nas duas primeiras desistiu e em 90 esteve ausente) que o espanhol conduziu o Celica GT-Four ao triunfo, numa prova em que o seu grande opositor foi Didier Auriol (Delta Integrale). Terceiro em 1992, regressaria ao pódio apenas em 1995, bisando no lugar mais alto do pódio após cerrado duelo com o Celica de Kankkunen. Segundo em 1998, 1999 e 2001 e terceiro em 2000, o destino (ou a falta de sorte) viria sucessivamente a afastá-lo do desejado ‘tri’, tal como aconteceria no próprio Mundial de Pilotos.

5) Colin McRae – O escocês voador
A par de Henri Toivonen, foi talvez um dos mais espectaculares e amados pilotos de ralis de todos os tempos, garantindo em Portugal duas das 25 vitórias que coleccionou no Campeonato do Mundo. A primeira, em 1998, entrou diretamente para a história por registar, então, a mais curta vantagem de um vencedor em provas do Mundial (2,1s). Trocando o Subaru Impreza pelo Ford Focus WRC, McRae repetiria a vitória no ano seguinte, vencendo a primeira PEC e gerindo depois a vantagem até final.