Depois da passagem pela Argentina, os homens do WRC tiveram algum ‘descanso’ em Portugal – não muito para dizer a verdade – no que, ao que se refere a ralis duros, diz respeito. Agora vem aí o Rali da Sardenha e nesse particular, para alguns está no topo da lista, embora outros pensem que esse lugar pertence à Argentina.
As estruturas das provas com dupla passagem pelos troços ganha ênfase quando se tratam de ralis duros – por exemplo em Portugal as segundas passagens em alguns troços também ‘lutariam’ pelo pódio dos pisos mais duros, especialmente Ponte de Lima – e por isso fomos falar com as equipas e saber o que pensam. Muito naturalmente, as privadas não gostam nada dos ralis mais duros, porque ‘partem’ bem mais os carros, enquanto nas equipas oficiais há opiniões distintas. A Citroën diz que reconstruir um carro depois de um rali mais duro não é muito diferente: “Faz parte dos ralis haver pisos duros e esses são bons testes de fiabilidade para os carros”. Na Hyundai considera-se que se o carro é fiável, os custos de reconstrução de um carro não divergem muito das restantes provas de terra. De qualquer forma, custos extra estão sempre considerados no orçamento desde o início da época. Na M-Sport (não é por acaso, já que não são apoiados por uma marca) referem que os custos são maiores, mas já contam com eles.
Quanto ao ranking de dureza, a Citroën alega que o mais duro é o Rali da Argentina, especialmente pelos impactos a alta velocidade nas pedras, enquanto na Sardenha acontece o mesmo, nas pedras que estão ‘encrastadas’ mas nesse caso a prova é mais lenta. Na Hyundai também se reconhece que a Argentina é o mais duro e a M-Sport diz que depende da meteorologia, mas a Sardenha está no topo dos mais difíceis.
Martin Holmes









