Depois duma bela vitória e prestação de conjunto na Argentina, a Toyota era uma forte candidata à vitória em Portugal, sobretudo porque Ott Tänak tinha mostrado uma rapidez impressionante na América do Sul e porque Jari-Matti Latvala já tinha vencido a prova portuguesa em 2015.
Só que tanto o estónio como o veterano finlandês ficaram KO nos dois primeiros troços ‘a sério’ do rali. Tänak começou por ganhar a popular Super Especial na pista de Ralicross de Lousada, na quinta-feira, confirmando o seu bom momento de forma. Só que logo na primeira especial de sexta-feira, Viana do Castelo 1, o Fiesta de Sébastien Ogier arrastou duas enormes pedras para o troço e Tänak não conseguiu evitar um violento embate que acabou por partir o radiador do Yaris WRC. Latvala também não passou do troço seguinte, com a suspensão dianteira direita partida, o que deixava Esapekka Lappi como único representante da equipa liderada por Tommi Mäkinen.
Lappi também não foi muito feliz pois demorou a encontrar o set-up ideal na sexta-feira de manhã e depois à tarde partiu um amortecedor traseira e teve de disputar quatro especiais (incluindo a Porto Street Stage) nessas condições, sendo penalizado no final do rali em 10 segundos por ter tocado nos pneus da especial portuense.
Quando teve o seu Yaris WRC em perfeito estado, o mais jovem dos finlandeses mostrou um andamento promissor e venceu duas classificativas, sendo claramente o mais rápido na Power Stage de Fafe, onde conseguiu um tempo histórico: 6m33,2s. “Nunca tinha atacado tanto na minha carreira”, revelou Lappi no final. “ Andei completamente no limite durante um dia e meio. Queria pelo menos o pódio mas o Teemu esteve muito bem e merece-o”, concluiu o piloto da Toyota, que é agora o quinto classificado do Mundial.
A Toyota utilizou em Portugal os mesmos carros da Córsega. Jari-Matti Latvala (chassis 006), Ott Tanak (chassis 007) e Esapekka Lappi (chassis 008).











