Yohan Rossel confirmou a vitória no WRC2 no Rali das Canárias, terminando com 25,1 segundos de vantagem sobre Alejandro Cachón, enquanto Eric Camilli subiu ao terceiro lugar após os problemas de transmissão de Léo Rossel na fase final da prova. O piloto francês da Lancia, navegado por Arnaud Dunand, somou assim o segundo triunfo consecutivo da época, num fim de semana em que liderou a categoria com autoridade desde a jornada inicial.
O desfecho acabou por consolidar uma tendência que já vinha de trás. Rossel fechou a sexta-feira com 22,0 segundos de avanço sobre Cachón e 26,9 sobre Léo Rossel, depois de assumir o controlo da prova nas especiais matinais e de beneficiar de uma afinação eficaz num asfalto abrasivo e exigente. No sábado, voltou a gerir sem erros e chegou ao último dia com 27,5 segundos de margem, deixando a principal incerteza centrada na luta pelo segundo lugar.
Rossel controlou, Cachón resistiu
Na derradeira etapa, Rossel limitou-se a proteger a vantagem e a fechar a prova sem sobressaltos. “É uma sensação boa, honestamente. Obrigado à minha equipa, fizeram um grande trabalho. Não houve erros. Agora é tempo de ir para a terra (Portugal) e voltar a ganhar”, afirmou o francês no final, sublinhando a consistência do conjunto ao longo dos quatro dias.
Cachón segurou o segundo lugar e reforçou o peso da sua candidatura no campeonato, num rali em que se manteve sempre competitivo e soube aproveitar o problema mecânico do rival direto. “Sinto-me bem. Foi uma grande luta durante todo o rali com o Léo Rossel. Desta vez a sorte esteve do nosso lado”, disse o espanhol, agradecendo ainda o trabalho da equipa nas alterações ao carro em função das mudanças meteorológicas.
Problema mecânico muda o pódio
A principal alteração final no top 5 surgiu com Léo Rossel. O francês estava em posição de discutir o pódio, depois de ter terminado sábado a apenas 0,2 segundos de Cachón, mas caiu de terceiro para quinto devido a um problema de transmissão. “Honestamente, o meu andamento toda a semana foi fantástico. Tivemos um problema mecânico”, resumiu.
Camilli aproveitou para subir ao pódio e fechar em terceiro, à frente de Roberto Daprà, quarto classificado, enquanto Nikolay Gryazin terminou em sexto. Camilli destacou a importância do resultado — “Fazemos pódio, muito bom” — e Daprà admitiu que a prova podia ter sido melhor, embora tenha salientado a evolução sentida ao longo do fim de semana. Gryazin, por sua vez, descreveu um rali difícil com pneus macios, mas elogiou o apoio da equipa.
Mais do que o resultado final, o triunfo de Yohan Rossel assentou na forma como controlou a categoria desde cedo. Na sexta-feira, destacou-se em Valleseco–Artenara e Mogán–La Aldea, onde ganhou tempo decisivo e mostrou uma leitura superior do pneu, do chassis e do equilíbrio do carro. A partir daí, geriu a vantagem, evitou erros e fechou uma vitória sólida, num rali em que o WRC2 só teve verdadeira incerteza na luta pelos lugares do pódio.










