E eis que às 10h00 do terceiro dia de competição os pilotos enfrentam a temível classificativa de Monte Lerno, cujos 44,26 km a tornam na mais longa do Rali da Sardenha, e que este ano utiliza uma mistura de novas estradas, percorridas do lado oposto ao utilizado o ano passado. Tudo para baralhar os concorrentes e apimentar a luta entre todos. Há ainda o famoso ‘salto Micky’, uma espécie de Fafe em versão italiana, e que muitas vezes separa os homens dos meninos…
Quanto a tempos, surpresa em todos os quadrantes. Mads Ostberg, por exemplo, passou de uma assentada de quinto para potencial terceiro, ultrapassando Andreas Mikkelsen e colocando-se a apenas três décimos de segundo de Sébastien Ogier depois de marcar o tempo mais rápido nesta PEC12. O norueguês da Volkswagen encontra-se, no entanto, logo atrás, e depois de ter sido 5,3s mais rápido que o colega de equipa, está agora a apenas 3,2 segundos do tricampeão. A luta promete entre estes três…
No comando, Jari-Matti Latvala, que se encontrava a pouco mais de nove segundos de Thierry Neuville, ficou a 2,0s do melhor tempo na especial de Mads Ostberg, enquanto o belga perdeu 8,8s. Ou seja, 6,8s para o segundo classificado Latvala, com a diferença entre ambos na geral a ser encurtada para meros ‘2.9s’. Quente, muito quente, sem dúvida…
“Nada mau. Uma boa classificativa e escolha de pneus. Algum stress na zona de montagem dos pneus. Mas optámos por dois pneus duros à frente e dois macios na traseira no último segundo, depois de termos visto que o Ogier levou quatro macios”, disse Ostberg, satisfeito por ter sido 9,5s mais rápido que Mikkelsen, e por ter escolhido levar consigo três pneus duros e dois macios. Ogier Mikkelsen e Sordo levaram cinco macios, ao passo que Latvala, Neuville e Camilli levaram cinco pneus duros, estratégias bem diferentes de acordo com a ordem de partida, como se pode verificar.
“Quando és o primeiro a partir para a estrada não tens outra hipótese senão iniciar o troço com pneus macios. Na nossa posição é uma obrigação”, referiu Ogier.
“Dei tudo o que tinha. Foi uma boa especial, sem erros, mas talvez tenha sido demasiado cauteloso perto do fim. Foi difícil manter um carro numa trajetória limpa”, explicou Neuville. Já Latvala queixou-se da traseira: “Mexeu-se muito e estava a ter dificuldade com a aderência dos pneus macios. Precisava em definitivo de pneus duros à frente, no entanto”.
Classificação:












