Pirelli e os 384 pregos no Rali do Ártico: Gestão de pneus vai ser crítica

Por a 22 Fevereiro 2021 13:57

Após o desafio de Monte Carlo, a Pirelli dirige-se agora para o Rali do Ártico da Finlândia para outro, diferente, mas não menos desafiante. No lugar do Rali da Suécia, cancelado este ano, o substituto será igualmente o único evento de inverno puro do WRC. Está sediado na Lapónia, terra do Pai Natal.

Tal como já sucedia anteriormente também a Pirelli terá só um tipo de pneu para a prova, o Sottozero Ice J1, que tem 384 pregos com ponta de tungsténio, cada uma delas saliente sete milímetros em relação aos blocos da banda de rodagem. O resto dos pinos é bloqueado durante o processo de vulcanização em vez de ser inserido posteriormente, tecnologia utilizada apenas pela Pirelli que assegura a retenção dos pinos. Estes pneus são direcionais e assimétricos: o que significa que são especificamente concebidos para caber tanto no lado esquerdo como no lado direito do carro.
Para Terenzio Testoni, gestor de atividades da marca: “O prego de sete milímetros proporciona o melhor compromisso entre aderência no gelo e neve profunda. As equipas testaram um total de 15 dias, entre elas, utilizando cerca de 250 pneus, e estamos satisfeitos com o desempenho e os níveis de retenção de pregos”.

A Pirelli leva cerca de 1500 pneus para o Rali Ártico/Finlândia. Destes, 350 são para os WRC.
Cada um dos 13 pilotos do WRC pode utilizar até 20 pneus durante o rali, com uma atribuição separada de quatro pneus para o shakedown. Para as restantes classes, mais 1150 pneus, incluindo, claro, os WRC 2 e WRC 3.

Ao contrário do Rallye Monte-Carlo, não há escolha de pneus, mas os pilotos terão ainda de pensar cuidadosamente na forma como utilizam os seus pneus ao longo de um ciclo de troços, especialmente com todos os troços a terem 20 quilómetros ou mais, de comprimento.

Os pregos enfrentam dois problemas diferentes. O primeiro é se o pneu chega à parte de terra. Estando piso congelado é tão duro como o betão, mas mesmo que esteja solto, pode quebrar as pontas dos pregos.
O segundo problema está relacionado com o calor. Em troços mais longos, a temperatura dos pneus sobe e, especialmente em tempo mais ameno – que não é o caso agora – o prego pode começar a mover-se nos blocos de borracha ou mesmo a sair por completo. Se isto acontecer antes de uma secção gelada, então o pilotos pode ficar sem qualquer aderência.

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christopher-shean
christopher-shean
6 dias atrás

Artigo interessante…

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