Após o Rali da Suécia, os pilotos do WRC decidiram criar a sua própria associação oficial, a WoRDA (World Rally Drivers Alliance), em resposta à multa de 10.000 euros aplicada a Adrien Fourmaux, piloto da Hyundai, por ter utilizado um palavrão casual numa entrevista pós-troço.
A decisão da FIA de reprimir o uso de linguagem imprópria gerou forte indignação no pelotão e levou à criação da WoRDA, que pretende defender os interesses dos pilotos, sobretudo em questões de segurança e liberdade de expressão.
Jonne Halttunen, navegador de Kalle Rovanperä, destacou que a organização quer ter uma voz mais ativa junto da FIA, como já acontece na Fórmula 1 com a GPDA (Grand Prix Drivers Association) que já tem passado por problemas similares. Os pilotos criticam o facto de serem penalizados por reações espontâneas, dadas as emoções fortes com que terminam por vezes os troços e consideram exagerada a repressão à linguagem usada no calor do momento.
O que devia ser colocado em contexto, e que é compreensível pela grande maioria das pessoas, não tem tido eco nenhum na FIA, cujo presidente tem criado problemas que nunca tinham sido tema na história. É óbvio que olhando para o tema de forma simplista, para muita gente não é agradável ouvir os palavrões, mas provavelmente, a grande maioria dessas pessoas, compreende-os.
Agora, no Rali Safari, a WoRDA, leia-se pilotos do WRC, organizou um protesto silencioso: os pilotos recusaram-se a dar entrevistas no final do shakedown. Elfyn Evans falou apenas em galês, Thierry Neuville em francês e outros limitaram-se a declarações breves ou a gestos, como Takamoto Katsuta que apenas mostrou um sinal de positivo. Adrien Fourmaux, no centro da polémica, manteve-se em silêncio.
A WoRDA publicou ainda um comunicado onde afirma que pretende manter a autenticidade e emoção nas entrevistas sem receio de sanções, apelando a mudanças positivas nas regras. Apesar do protesto, os pilotos pediram desculpa aos fãs, garantindo que a ação visa proteger o futuro e a identidade do desporto.











Contem comigo, também vou boicotar o WRC e poupar o meu dinheiro.
Concordo plenamente que os pilotos o façam. A FIA quer desvirtuar o WRC (veja-se as multas aplicadas ao Oliver Solberg, principalmente em Lousada). Querem tudo muito politicamente correto, mas para isso comprem robôs que fazem apenas aquilo para que forem programados.
Se o WRC tivesse sido sempre assim “polidinho” nunca teria tido a importância que já teve na sua história
É o que dá ter como presidente da FIA um condutor de camelos..
Na boa! As marcas empregadoras e pagadoras é que devem ditar isso. Estranhos tempos…. Antigamente tudo queria ser fino e bem educado como os ricos, agora querem ser rufias.